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22 de Setembro de 2019
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    Milionários compram 134 aviões com nosso dinheiro

    Luiz Flávio Gomes, Político
    Publicado por Luiz Flávio Gomes
    mês passado

    Durante a vigência do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), de 2009 a 2014, 134 milionários privilegiados compraram aviões da Embraer por meio do BNDES (banco com recursos públicos), pagando juros muito baixos (entre 4% e 7% ao ano).

    Em lugar de educação, saúde, segurança e infraestrutura, a prioridade (na repartição da pizza do orçamento) é a satisfação dos desejos (incluindo os consumistas) da classe mais abastada.

    O Brasil não chegou onde chegou por obra de uma divindade. O Brasil não é um país subdesenvolvido por acaso (Darcy Ribeiro). O Brasil cresceu sem nenhum senso de pertencimento da população. Poucos ou ninguém quer saber de suas obrigações individuais ou coletivas. Todos querem seus direitos, ou seja, seu gozo em primeiro lugar.

    É precisamente nessas economias equivocadas que surgem sem dificuldades programas como o PSI, de retorno duvidoso ou claramente prejudicial, posto que destinam parte dos recursos coletivos escassos para quem tem acesso às decisões do governo.

    O programa nasceu em 2009, com uma Medida Provisória da era Lula, que junto com Clinton, Tony Blair e tantos outros líderes da economia mundial, praticou o chamado neoliberalismo progressista, conforme acertada observação de Nancy Fraser. Tudo para o 0,1%, reafirmando-se, no entanto, o discurso inclusivo de várias minorias (negros, índios, trabalhadores, LGBT etc.).

    O programa veio como um “incentivo à economia”. Segundo o BNDES, foram financiadas 134 aeronaves da Embraer, no valor total emprestado de R$ 1,9 bilhão.

    Tendo em vista que o PSI ofereceu juros abaixo da taxa básica (Selic) para a compra das aeronaves, essas operações tiveram um custo para o Tesouro. De acordo com os cálculos do BNDES, tal subsídio custou R$ 693 milhões em valores corrigidos.

    Aqui está um exemplo do quanto que deturparam novamente (e por completo) o capitalismo, que se mostrou capaz de gerar certa prosperidade para milhões de pessoas. Com a Grande Depressão de 1929 o capitalismo soube se reinventar. Nos EUA nasceu o New Deal, ou seja, o governo ajudou a tirar a população e a economia do buraco.

    Depois da Segunda Guerra Mundial (1945), estando o capitalismo novamente no buraco, implementou-se o Estado de Bem-Estar Social na Europa. Trinta anos depois veio o atual modelo econômico do tudo para o 0,1% (e que se f*da o resto, 99,9%).

    Sua atual forma degenerada gerou sociedades muito divididas, onde preponderam as ideologias e o populismo, não o pragmatismo (que está acima das polarizações aberrantes que obscurecem os verdadeiros problemas na nação).

    Uma nova casta privilegiadíssima (do capitalismo financeiro-tecnológico) leva a quase totalidade da pizza para ela, gerando desigualdades e prejuízos nefastos para os demais.

    Para as castas privilegiadas (0,1%) tudo e para o resto (99,9%) a miséria, a precariedade, o desemprego, a pobreza, a queda da renda, a desindustrialização, a falência do comércio, o rebaixamento das classes médias, o achatamento salarial, o trabalho precário e mal remunerado e por aí vai.

    O Brasil continua sendo um dos países mais injustos do planeta. Isso não é obra divina nem da natureza. O estrambólico modelo econômico atual (tudo para o 0,1% e que se f*da o resto) deve ser reinventado prontamente. Sua falha pode e deve ser corrigida. Qual liderança política se habilita para reinventar o mundo?

    LUIZ FLÁVIO GOMES*, Professor, Jurista e Deputado Federal Contra a Corrupção.

    13 Comentários

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    Refletido, o governo anterior se configura fascista. Quebrou o Brasil se aglutinando aos milionários e empresas bem sucedidas, cuja prevalência do pobre e diminuição da pobreza ficou apenas no discurso para se eternizar no poder e implantar o socialismo. Como fica a responsabilidade civil e penal após a constatação? Quem vai reinventar objetivamente? O povo já sofreu as consequências da má administração do dinheiro público. continuar lendo

    Salvo engano o sr. Luciano Huck, está nesse balaio... continuar lendo

    Já estava pronta para mencioná-lo. Foi um dos aproveitadores da benesse oferecida à compra do seu jatinho mesmo ganhando por 17 milhões anualmente em conjunto com sua esposa Angélica. continuar lendo

    È vero! Um absurdo! continuar lendo

    Já o cidadão comum, para ter um carro popular, acaba realizando financiamentos com juros exorbitantes. É triste viver em um país tão desigual e injusto. continuar lendo

    O pobre só anda nos ares quando é carregado por urubus. Vão arrancar um trilhão do pobre com reformas e pente fino, o que sobra somente é a carniça do pobre, para ser carregada pelos urubus. Acorda Brasil. continuar lendo