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4 de Junho de 2020
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    Fascismo, bolsonarismo e lulo-petismo

    Luiz Flávio Gomes, Político
    Publicado por Luiz Flávio Gomes
    há 10 meses

    Quantos dos seus amigos bolsonaristas ou lulo-petistas (reais ou nas redes) são fascistas? Você já parou para pensar nisso? Quantos dos “supremacistas brancos” seguidores de Trump nos EUA são fascistas?

    Fascismo é uma ideologia (ou regime político) que leva uma nação à ditadura por meio da violência e do racismo (uma raça ou grupo se julga superior aos outros). Todo fascismo é centrado na figura de um líder carismático (chefe da nação).

    O fascismo histórico, fundado em armas e sangue, nasceu em 1922 com Mussolini na Itália. Indivíduos ou milícias armados (“os camisas pretas”) praticavam todo tipo de tirania. Eram racistas, xenófobos, violentos e antiliberais.

    Na Alemanha o fascismo se transformou no nazismo e no Holocausto de Hitler. Ambos regimes, eleitos pelo povo, duraram até 1945. Na atualidade, muitas vezes o fascismo é precedido de um governo populista (regime autoritário nascido dentro da democracia).

    O governo populista (eleito pelo povo), sobretudo quando usa o método fascista (violência) como instrumento de preservação do poder político (violência física ou digital), conquistado nas urnas, desde que não contido pelas instituições (jurídicas e sociais), deságua numa ditadura.

    As alas ultrarradicais da direita bolsonarista celebram a ditadura de 64, muitos dos seus torturadores assim como recordam os assassinatos das vítimas. Os setores reacionários da esquerda foram ao Foro de São Paulo na Venezuela (julho/19) e festejaram a ditadura de Maduro. Duas formas abomináveis de incentivar as ditaduras, as violências e as mortes. Brutal regressão civilizatória.

    Celebrar ditaduras que matam seres humanos por razões ideológicas (porque as pessoas pensam de forma diferente) é fazer apologia ao método fascista (violento). Os governos populistas eleitos pelo povo democraticamente não são ditaduras, mas podem ser fascistas no método de imposição (ou manutenção) do poder.

    É fascista o “supremacista branco” que, no Texas-EUA (dia 3/8/19), matou 20 pessoas em razão da sua xenofobia (80% da cidade é composta de “hispânicos”). Os EUA estão se transformando em cemitério de estrangeiros!

    Hitler foi um fascista que por razões étnicas dizimou milhões de judeus. Maduro é um fascista que está matando várias pessoas por contrariarem sua ideologia (Fernando Albán e capitão Rafael Acosta, por exemplo).

    É fascista a mulher que em 2/8/19, no Rio de Janeiro, numa academia de ginástica, agrediu fisicamente uma jovem de 18 anos por discordar das suas críticas ao governo atual.

    São fascistas os ultrarradicais (de esquerda ou de direita) que praticam nas redes sociais algum tipo de violência digital (ameaças, agressão ou intimidação) contra as pessoas consideradas “inimigas” (porque não pertencem ao “povo verdadeiro”).

    Os governos populistas radicais e seus discursos (excludentes, autoritários), embora não sejam uma ditadura do fascismo, estimulam o surgimento de muitos fascistas (porque difundem seus métodos violentos de preservação do poder político).

    Agora que você já sabe distinguir o fascismo e os fascistas responda: quantos dos seus amigos (reais e nas redes) o são? Já parou para refletir sobre isso?

    LUIZ FLÁVIO GOMES, professor, jurista e Deputado Federal.

    7 Comentários

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    É, e quantos deputados votaram favoráveis à Reforma da Previdência, que não os atingirá. continuar lendo

    Prezado Professor Luiz Flávio Gomes,

    O presente artigo é formado por erros conceituais que permite levar o leitor a entendimento errados. Apesar de colocar informações corretas, no caso os parágrafos 2º, 3º e talvez o 4º, mas o restante são palavras que busca direcionar o leito ao seu pensamento. Pensamento que não condiz com a história, levando o leitor a erros gritantes, levando a um falso conhecimento. Vamos entender o fascismo.
    O entendimento do fascismo acontece a partir do conhecimento das suas características, que são: Valorização do nacionalismo; Totalitarismo e corporativismo; Enfase no militarismo; Obsessão por segurança nacional; Desprezo pelos direitos humanos; Desprezo por intelectuais e artistas; Controle da mídia e da censura; Uso da religião como meio de manipulação social.
    Em nome da VALORIZAÇÃO DO NACIONALISMO, o FASCISTA justifica as suas diversas ações como não respeitar quem é de outra nacionalidade, desrespeitar a supremacia de outros países, etc. Neste ponto fazendo a comparação do Governo de Bolsonaro e do Governo de Lula percebemos que: Jair Bolsonaro busca a valorização do nacionalismo. É percebível desde a campanha (brasil acima de tudo deus acima de todos), assim como desvalorização de estrangeiro (desde que não seja Estadunidense), até o desrespeito da supremacia de outros países independente, a exemplo da Venezuela, argentina (https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/04/30/bolsonaro-diz-que-decisao-sobre-venezuelaeexclusivamente-dele.htm) e (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/06/05/comoavisita-de-bolsonaro-pode-mexer-com-as-eleicoes-na-argentina.ghtml). Luiz Inácio Lula da Silva buscou valorizar a nacionalidade, que é diferente, pois este consiste na valorização do povo de resistir as dificuldade e vencer. Esse conceito nasceu no início do Governo Lula com a propaganda "Eu sou brasileiro e não desisto nunca" (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2007200403.htm).
    De forma resumida o TOTALITARISMO E CORPORATIVISMO é quando o governo buscar tem o controle sobre tudo. Todas as decisões está de acordo com o seu pensamento. E quem discordar é excluído. Jair Bolsonaro faz questão de dizer que quem pensar diferente dele está excluído. Nesse exemplo temos a demissão do presidente do INPE, Ricardo Galvão que possuía mandato, porque não aceitou se submeter os dados científico ao crivo dele. Os dados devem representar a realidade e não pode ser manipulado. Não foi uma mudança política, foi uma mudança de totalitarismo (https://g1.globo.com/política/blog/matheus-leitao/post/2019/08/03/governo-demite-diretor-do-inpe-celso-de-mello-critica-bolsonaro-jornais-de-sabado-3.ghtml). Lula não teve nenhuma mudança totalitária, pelo menos desconheço. Houve mudança política.
    A ENFASE NO MILITARISMO consiste em pensar que tudo se resolve através da utilização da força e da violência. Jair Bolsonaro enfatiza a força e a violência, mais uma vez, desde a campanha. Quem não lembra das Arminhas com as mãos. Quem não lembra que vai metralhar toda a petralhada. Quem não lembra quando mandou comemorar o GOLPE DE 64 (https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/27/opinion/1553688411_058227.html). Lula não possui nenhum momento do seu governo enfase a violência.
    A OBSESSÃO POR SEGURANÇA NACIONAL é a necessidade de preparar a população para um conflito armado, através de propaganda, discurso de terror para causar uma sensação de insegurança ao povo. No Governo Jair Bolsonaro é visível que está sempre pregando a intolerância (https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2018/10/bolsonaro-exercitaodiscurso-da-intoleranciaedo-sectarismo-diz-leitor.shtml). Lula não pregou a intolerância.
    DESPREZO PELOS DIREITO HUMANOS é o desprezo pelos direitos humanos e transmitido para a população como forma de normalizar as atrocidades. O Presidente Jair Bolsonaro nunca mentiu que despreza os direitos humanos. Tanto que tem como ídolo o MAIOR TORTURADOR da época do regime militar (BRILHANTE USTRA) e no seu primeiro mês já começou a demonstrar que não respeita os direitos humanos (https://anistia.org.br/noticias/discurso-da-administracao-de-bolsonaro-contra-direitos-humanos-comeca-se-concretizar-em-medidas-nos-primeiros-meses-de-governo/). No Governo Lula houve o inverso, muitas leis foram criadas para respeitar os direitos humanos.
    O DESPREZO POR INTELECTUAIS E ARTISTAS é decorrente destes pensarem e questionarem as ações do governo. E esses pensadores são desprezados. Jair Bolsonaro não aprecia a intelectualidade e cultura e tenta realizar censura. Quando João Gilberto, um dos representante do Brasil no exterior, morreu ele simplesmente disse "Lamento. É uma pessoa conhecida, lamento. Meus sentimentos à família". (https://oglobo.globo.com/cultura/bolsonaro-crivella-lamentam-morte-de-joao-gilberto-23790024). Quando Chico Buarque ganhou o prêmio Camões, o maior prêmio da literatura portuguesa, teve que ser entregue em Portugal pelo desprezo que Jair Bolsonaro tem pelo intelectual (https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/chico-buarque-recebeopremio-camoes-em-lisboaeevita-encontro-com-bolsonaro.html).
    O CONTROLE DA MÍDIA E DA CENSURA é quando buscar controlar a mídia tendo o controle ou definindo imposição. O Presidente Jair Bolsonaro começou polemizando ao falar que iria cortar as verbas da Rede Globo pois não apoio (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/12/1940129-bolsonaro-diz-que-se-eleito-ira-cortar-verba-publicitaria-da-globo.shtml). E no dia 06.08.2019 ele fala que acabou com a publicação de balancete em jornais para retibuir o que a mídia fez a ele (https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/08/06/mp-balanco-sa-bolsonaro-jornais.htm). Uma clara demonstração que deseja controlar a mídia e criar censura. No Governo Lula teve um episódio em que o Jornalista norte-americano Larry Rohter escreveu para o jornal que Lula bebia demais. Houve um estresse, mas não houve expulsão (https://política.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-sobre-expulsao-de-jornalista-norte-americano-por-lula-omite-que-medida-foi-revogada-antes-de-fazer-efeito/)
    O USO DA RELIGIÃO COMO MEIO DE MANIPULAÇÃO SOCIAL é o alinhamento da igreja com a ideologia política . Mais uma vez, Jair Bolsonaro vem utilizando a igreja para manipular as pessoas e assim fiquem do seu lado, desde a campanha. No Slogan de campanha "O Brasil acima de tudo e DEUS ACIMA DE TODOS" tem esse objetivo, assim como a parceria com Edir Macedo (https://veja.abril.com.br/política/edir-macedo-pede-que-deus-remova-quem-se-opoeabolsonaro/). E aodeclarar que o STF precisa de um ministro do STF extremamente religiosa (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/07/bolsonaro-diz-que-indicara-para-vaga-no-stf-ministro-terrivelmente-evangelico.shtml) está fazendo propaganda para que as pessoas religiosas continuem apoiando. No caso de Lula eu desconheço que houve apoio religioso como forma de apoio.
    Somente entendendo como é formado as características do fascismo podemos analisar quem realmente é fascista ou não. É muito simplista e querer ficar em cima do muro ao abordar desta forma o que é realmente o fascismo. Ter opinião é ter lado.
    Até mais e espero ter ajudado. continuar lendo

    petista detectado...aceita que dói menos, cara! continuar lendo

    Jesiel Bezerra da Silva BRAZ o único comentário que você tem a dizer é "petista detectado...aceita que dói menos, cara!". Você consegue refutar o que falei? O diálogo consiste na dialética e quando muitos não possui condições intelectuais para o debate, tenta encobrir com a agressão ou com "NÃO VOU DIZER NADA".
    Tenho certeza que você consegue fazer melhor do que essas tão singelas palavras. Tenho certeza que terá condições de buscar argumentos com algum tipo de intelectualidade. Tenho certeza que poderá escrever mais do que 1 linha. Se não, tudo bem. continuar lendo

    Ótima reflexão meu irmão. Gratidão. continuar lendo

    Irrefutável.
    Obrigado pelas gotas de lucidez. continuar lendo

    Bolsonarismo, Petismo: uma conversa aberta.
    Por Marcos Fábio Costa.
    Frequentemente as discussões acirradas dos dois lados se acusam de extremistas, mas, vou fazer uma análise a partir de um recorte quando se diz: “Não é porque eu sou antibolsonarista que sou esquerdista”. É óbvio que podemos ser antibolsonarista, sem ser “esquerdista”, mas, há de haver um desenvolvimento lógico desta visão política. Quero chamar a atenção para uma diferença crucial que não permite que alguns extremistas enxerguem: Sabe qual a diferença entre “Bolsonarista” e “eleitor de Bolsonaro”? Não vou precisar explicar porque os leitores já perceberão a diferença; mas, ao final explico um pouco melhor.
    O problema é que quando se explica as razões de ser “Antibolsonaro”, as ideias são claríssimas, mas, quando perguntado sobre PT/Lula/Petismo/Lulismo, o discurso muda de tom, começa o "veja bem" e acaba se assemelhando ao discurso da esquerda. É inevitável que não vejam como um discurso “esquerdista”.
    Me parece que são diametralmente opostas e contraditórias as seguintes sentenças:
    1- De um lado sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, mas, considero que o que Jean Wiliam e Lula fazem no exterior é democrático e estão buscando o bem da nação;
    2- Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, e endosso o discurso de fascista e que está implantando um ditatura no Brasil, mas, amenizo o “TRATOR” dos Gomes no Ceará;
    3- Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, mas, considero que Dilma sofreu um golpe, apoiado pelo congresso e todo judiciário brasileiro nos três níveis e que a soltura de um condenado é uma “retratação” do judiciário, mas, quero Queiroz preso sem julgamento, junto com Eduardo Cunha, Geddel e companhia e acho ainda que as milícias no RJ são financiadas pela família Bolsonaro;
    4 - Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, mas considero que a lava jato é uma organização criminosa que trabalhou para colocar um juiz concursado, reconhecido no mundo inteiro em um cargo que não precisa de concurso, tornando os bilhões recuperados, dinheiro caído do céu; isto tudo chancelado pelo STF, pelo Congresso para beneficiar o governo de um “incompetente”, despreparado”, “desmiolado” chamado Bolsonaro.
    5 - Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, e não consigo enxergar o desespero de quem mamava no governo e fechou as torneiras;
    6- Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, mas considero que o que a Globo está fazendo é exercício de liberdade jornalística e não atentado contra a nação para proteger os seus milhões em débitos que vai fazer ela perder a concessão que não tinha perdido, porque os decretos Lula e Dilma pagavam com dinheiro público indiretamente as suas dívidas.
    7 - Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, mas, me inflamo quando dizem que o Vírus é Chinês;
    8 – Sou Antibolsonaro e não sou “esquerdista”, mas, considero que tudo que Rodrigo Maia/Dória e companhia fazem e dizem não é promoção política; é pelo bem do povo. Digo que os R$600.00 é do povo mesmo, mas, agradeço Rodrigo Maia pelos R$600.00 que é do povo.
    Com estas ideias o resultado do julgamento naturalmente é: “você é um esquerdista” ou se não é, precisa apresentar posições mais sólidas e menos contraditórias ou que não se assemelhem tanto com o Lulismo, Petismo.
    E quanto a diferença entre ser “Bolsonarista” e ser eleitor de Bolsonaro? Fica para um próximo artigo, pois, as linhas serão tantas quantas estas.
    Saudações ao povo brasileiro-VAMOS SAIR DESTA!
    Deus nos abençoe!
    Marcos continuar lendo