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24 de Agosto de 2019

A política brasileira é um desastre? Ministério sem negro nem mulher é um atraso? “Nada disso”, diz a oligarquia neocolonialista

Luiz Flávio Gomes, Político
Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 3 anos

A poltica brasileira um desastre Ministrio sem negro nem mulher um atraso Nada disso diz a oligarquia neocolonialista

A política brasileira, tal qual nosso sistema penitenciário, não tem nada de desastre quando enfocada a partir da visão das oligarquias neocolonialistas endinheiradas que dominam a nação. As serviçais oligarquias políticas (os poucos que governam, sob o “co-mando” da casta bilionária), se bem “financiadas” com propinas convertidas em “doações eleitorais”, funcionam a contento (e não falham). Assim é a política no regime neocolonialista. Os senhores do dinheiro mandam e desmandam na democracia porque “compram” os políticos, que ademais são, em regra, os únicos expostos à ira da população. Os políticos também cumprem o papel de anteparo dos seus corruptores (não os intimando para deporem em CPIs, por exemplo).

Se o programa do Temer é “Uma Ponte para o Futuro”, como justificar que o novo ministério não tenha a representatividade do negro nem da mulher? Como construir uma ponte conciliatória para o futuro estando ancorado no passado neocolonialista patriarcal e racista (que aqui foi fundado um pouco antes do neocolonialismo europeu do final do século XIX)? Continuamos escravizados pelas velhas crenças mesmo quando anunciamos um novo jogo político e social (onde o passado não passa)? O neocolonialismo está mais presente na nossa vida do que imaginamos.

A velha oligarquia sempre foi convicta de que a política, o sistema educacional e a penitenciária estão cumprindo muito bem suas funções: a primeira fundada na máxima mediocridade e servilismo do político às oligarquias econômicas dominantes; a segunda de péssima qualidade (porque não há interesse em formar “cidadãos”); a terceira com a demarcação e o isolamento do delito nas classes marginalizadas – Foucault -, pouco importando de são ou não violentas. Para as oligarquias abonadas, não há nada de inadequado com tais instituições. Estão cumprindo o papel que lhes foi traçado. Políticos ridículos e medíocres, sistema de ensino deplorável e prisões medievais. Tudo faz parte do neocolonialismo.

Se se pergunta, então, se a política, a educação e a penitenciária estão enfermas, a resposta é a seguinte: depende do ângulo de visão. Do ponto de vista da cidadania, são ridículas e absurdas[1]. Da perspectiva do clube dos donos oligarcas do poder, fazem parte da engrenagem do sistema e gozam de perfeita saúde. Quanto mais mediocridade nos políticos melhor; quanto mais ignorância nas escolas mais solidez para o sistema; quanto mais desumanidade nas instituições carcerárias, mais vingativas elas são. E a vingança é sempre um prazer (já dizia Nietzsche).

O que todo brasileiro deveria entender é o seguinte: o Brasil está em crise (econômica, política, ética) e o povo sofre suas consequências. Mas esse não é o caso do sistema de poder neocolonialista, que agora voltou a governar sem a indigesta companhia do parceiro inimigo e corrupto (lulopetismo), que muito contribuiu com suas estrepolias e megalomanias para levar vários dos “honoráveis bandidos plutocratas” do clube da cleptocracia para a cadeia (no mensalão, na Lava Jato etc.). Algo que nunca tinha ocorrido em quase 200 anos de história do neocolonialismo nacional (fundado em 1822), que sempre desfrutou da devida impunidade.

O lulopetismo, no decênio 2003-2013, depois de aproveitar da maré boa e melhorar os índices socioeconômicos dos pobres e dos estratosfericamente endinheirados (mais de 30 milhões de pessoas deixaram a miséria, nasceu a classe C e chegamos a quase 60 bilionários na revista Forbes em 2014), impregnou-se da podridão corrosiva dos seus antecessores neocolonialistas. Se tornaram imitadores e sócios das oligarquias corruptas e se mimetizaram, na tentativa de perpetuar um projeto de poder conjunto fundado na roubalheira e nas pilhagens.

As deploráveis relações entre Eike Batista (EBX) e o lulopetismo servem de exemplo do quanto o poder econômico e o político vivem entrelaçados, sugando ambos o Estado brasileiro. A Veja (18/1/12), endeusando o personagem empreendedor, disse: “trabalha muito, compete honestamente, orgulha-se de gerar empregos e não se envergonha da riqueza”[2]. Muito menos se envergonha da breguice de comprar um carro milionário e colocá-lo em exposição na sala do seu apartamento. Hoje ele está praticamente falido e respondendo a vários processos criminais (com alto risco de ir para a cadeia).

O conúbio entre as oligarquias bilionárias bem posicionadas dentro do Estado e as oligarquias políticas (recorde-se: oligarquias são os poucos que dominam e governam a nação) fabrica leis e medidas provisórias ad hoc, permite que os bilionariamente endinheirados sequestrem as rendas dos contribuintes assim como dos acionistas minoritários, que promovam o cassino financeiro, que paguem menos impostos, que burlem as agências regulatórias de fiscalização, que enganem a morosa Justiça, que esvaziem os fundos de pensão, que deem tombos no BNDES, que tenham informações privilegiadas, que mandem seu patrimônio para paraíso fiscal sem pagar impostos, que aprovem leis de anistia do dinheiro no exterior, que lavem seus dinheiros sujos nas redes bancárias nacionais e internacionais etc.

Tudo isso é facilitado, claro, nos países licenciosos e cleptocratas, historicamente desiguais, cujas instituições frágeis (políticas, econômicas, jurídicas, sociais, midiáticas) se enviesam em favor das oligarquias econômicas com seríssimos prejuízos para o crescimento econômico do país (não foi por acaso que o PIB per capita do Brasil entre 1985 e 2012 cresceu apenas 1,4% ao ano)[3]. O número é ridículo, sobretudo se comparado com os países emergentes. Mas é o resultado do funcionamento do neocolonialismo.

Que lição sobra: quanto mais desigualdade mais corrupção e mais o clube das oligarquias podres de endinheiradas parasitam o Estado (licencioso) e a nação. Se as novas políticas (da era Temer) não acertarem o alvo correto e, ademais, se agravarem a extrema desigualdade, não haverá mesmo nenhum risco de o Brasil dar certo.

[1] Ver http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2016/05/1770391-acorda-congresso.shtml, consultado em 12/5/16.

[2] Citado por MENDES, Marcos. Por que o Brasil cresce pouco? Rio de Janeiro: Elsevier, 2014, p. 111.

[3] Citado por MENDES, Marcos. Por que o Brasil cresce pouco? Rio de Janeiro: Elsevier, 2014, p. 23 e 114.

157 Comentários

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Se nos últimos anos usando cotas (raça, gênero, etc..) no ministérios o PIB per capita do Brasil cresceu apenas 1,4% ao ano, quem sabe buscar formar um ministério com pessoas competentes e com boas intenções para tentar fazer as reformas necessárias para o país não seja a solução?

No futuro poderemos ter ministérios mais heterogêneos (raça, gênero, etc) formado por pessoas de destacada competência.

Democracia com meritocracia, sem cotas discriminatórias. continuar lendo

Meritocracia, aonde? Eu não acredito no que estou lendo....comentário muito ingenuo. continuar lendo

"Temos que começar a dizer em alto e bom som que não seremos prisioneiros deste politicamente correto idiotizante que só tem como função nos prender em uma camisa de força e nos obrigar a seguir cartilha.
Se tivesses negros, índios ou gays no ministério eles estariam ali por mérito e não por serem negros, índios ou gays. Aliás, quem sabe não tem ate mais de um gay, afinal quem tem alguma cousa a ver com isto. Ou só vale se ele fizer questão de abrir sua sexualidade para o mundo? Eles teriam sido escolhidos ao natural. Poderiam ter sido. Mas não de uma forma hipócrita,apenas para" fazer bonito ". Desde quando gênero ou raça é critério de distinção de qualidade? De mérito? Me desculpem mas isto é uma distorção. Se houvessem mulheres no ministério seria porque elas aceitaram o convite, pois foram convidadas. Sejamos honestos, até quando vamos ignorar que os direitos individuais, o respeito total ao individuo, independente de sua cor, gênero ou crença, é o que mais importa. No dia em que todos se derem conta e assumirem estes valores como os mais importantes, tratando todos da mesma forma, vamos deixar de ficar histéricos pedindo" cota "em ministério. O lugar que nós, mulheres, conquistamos é nosso por mérito. Me sinto ofendida de ver que tem gente que pensa que precisamos de cotas para o que quer que seja, mas fico mais indignada ainda com as mulheres que se alegram com isto, nos subestimando e nos colocando em um lugar de segunda classe, fazendo um desserviço às mulheres que querem ser tratadas como iguais. Ser tratada como igual é abrir mão dos privilégios e das cotas e dar seu maximo. Todas as mulheres que conheço que fizeram isto estão onde merecem: no topo. Quando encontramos homens machistas no caminho, eles são vencidos na competência que tem muito mais valor e tem um gostinho bem mais especial."

Fernanda Barth
Mestre em Ciência Política e jornalista. Membro do Pensar +. Consultora de estratégia e com. política continuar lendo

Enquanto ministérios forem utilizados como moeda de barganha política, esqueça competência. continuar lendo

Não haverá avanço se somente uma ínfima parcela da população participar dele. Tampouco haverá justiça. Delegar ao futuro uma atitude que deve ser do HOJE é medíocre, covarde, ingênuo e absolutamente ineficaz. continuar lendo

Estimado Roberto Macedo, com a devida vênia ao professor, seu polêmico texto traz à luz aspectos realmente relevantes quanto ao momento político brasileiro e a escolha dos novos ministros, contudo, cabe-nos salientar que esta gestão principia de forma agitada em meio a turbulenta dissolução de outro governo, portanto, cabe-nos por uma questão de prudência, ponderar antes de criticar ou condenar intempestivamente esta ou aquela iniciativa que, no meu humilde entender, deve ter sido tomada aos sobressaltos devido a urgência que a situação pressupõe. Caso contrário estaremos adotando o mesmo discurso popular maniqueísta do "bem contra o mal", que tanto estrago já provocou à sociedade brasileira fomentando o ódio e a discórdia em nosso povo - "dividir para conquistar". Isto posto, e corroborando a opinião da Fernanda Barth, é forçoso lembrar que as prerrogativas basilares que devem nortear tais escolhas são neutras quanto ao estereótipo e estão claramente expostas em nossa Carta Magna em seu Artigo 37.

"A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
[...]
V – as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;"

Prefiro crer que tais escolhas se deram em função da nossa fragilidade política e a necessidade de compor um governo de coalizão, leia-se, ter que estruturar alguma base política que possibilite a governabilidade de um país cuja economia está em frangalhos, em curtíssimo prazo, e ainda agradar a todos os atores do novo espetáculo, o costumeiro e famigerado toma lá, da cá.

Talvez soe ingênuo para alguns ou otimista demais para outros, mas todos sabemos que se o novo governo pretende ter boa aceitação popular e possui pretensões políticas futuras, esperamos logicamente, amparado pelo crivo da competência, terá obrigatoriamente que rearranjar alguns de seus ministérios para se tornar mais ético, socialmente justo e popular, aspectos preponderantes para atender ao laureado e controverso "politicamente correto". Tudo isso perante dos olhos atentos de uma sociedade que observa descrente e desiludida o desenrolar da trama política, mas que ainda anseia ver-se "representada". Não há outro remédio para sanar este mal-estar senão nomear negros e mulheres para comandar alguns desses ministérios. Cenários governamentais regidos apenas pela competência e meritocracia são utópicos quando se trata de ambientes eivados pela política. Vamos aguardar esperançosos que no transcorrer dos dias, este governo repare tais equívocos, tenha um mínimo de decência, e progrida com ordem, aludindo a fala do presidente interino. continuar lendo

Mas ele te deu um panorama de 1985 à 2012, antes dos programas de cotas e estes para surtirem o efeito que se espera, de 2003 pra cá ainda é pouco tempo, não tem no Brasil mulher e negro competente para assumir um Ministério de Estado, onde você vive??? Ademais esse futuro que você fala é quando?? 10 anos, 20 anos, 30 anos e até lá relegamos as mulheres (devem ser belas, recatas e do lar!!!) e os negros a trabalhos subalternos é isso sua ideia de meritocracia??? Desculpe, você está equivocado! continuar lendo

É isso.
Por que essa ideia pseudo-social de que o ministério do governo TEM que ter pelo menos um negro e uma mulher?
Quem sabe esse ministério precisa também de um índio (de cada etnia), um estrangeiro, um representante de cada religião, ...
Ou quem sabe, talvez, poderia um ministério ser formado por pessoas que o presidente considere, nesse momento, os mais adequados para o cargo? Por acaso não tem uma mulher entre eles? E daí? Que importância tem isso?

Deixemos as proporções representativas para o parlamento. Nos ministérios não precisamos de representatividade, precisamos de competência. continuar lendo

O que é triste de se ler são pessoas que desmerecem as cotas como se não soubessem que até na década de 30, mulheres não votavam, até na década de 20, negros eram vedados do ensino superior, até a década de 2000, homossexuais viviam na marginalidade (e a grande maioria vive). O que então dizer do índio? Legítimos proprietários dessa terra que a cada ano são ameaçados de reformas agrárias?

Seriam essas pessoas isentas de conhecimento socio-econômico e cultural? Ou é tudo um cinismo descarado vindo de uma desonestidade intelectual?

Às vezes é até justificável o sistema político o qual estamos submetidos. As pessoas são pérfidas. continuar lendo

A pergunta é: cadê as pessoas competentes? Não foram nomeadas... continuar lendo

Realmente é um comentário ingênuo. A meritocracia só existirá na igualdade de oportunidades. continuar lendo

Em que país você está? O time montado pelo Presidente em exercício é praticamente o mesmo que comandou este país desde 2003.....ministros que serviram ao lulopetismo e ao governo Dilma agora serão os timoneiros para tirarem o Brasil do atoleiro?????? Tenha paciência ....é muita ingenuidade....Aliás além da "velhinha de Taubaté" e você acreditam neste time montado pelo Senhor Temer. continuar lendo

Mas o Ministério montado por Michel Temer foi de especialistas, basta ver quantos estão implicados diretamente com a Lava à Jato a exemplo do chefe maior. Especialistas e Conservadores para manter o clima anterior a 2003 - corrupção impune! continuar lendo

Verdade, Fernando, essa reivindicação de cotas nos ministérios também me parece um raciocínio equivocado. O correto e dar emprego e dignidade a todos, sejam negros, mulheres, hetero ou homossexuais. O fato de não haver mulheres no ministério de Temer não é tão relevante. O que importa é que os ministros, sejam homens ou mulheres, mostrem-se eficientes nas respostas que darão à sociedade quando assumirem efetivamente suas pastas. A responsabilidade pela indicação dos ministros é, ademais, dos partidos, os quais fornecem os nomes para composição do primeiro escalão do governo. Ao Presidente cabe, apenas, aceitar ou não as indicações partidárias.

Demais disso, diante da urgência provocada pelo legado petista na economia nacional, preocupar-se com cotas nos ministérios é um luxo que o país, no momento, não pode se dar. Isso não significa que não haja mulheres competentes e capazes de ocupar os mais altos postos no governo e na política. Dilma, por exemplo, envergonhou grande número de mulheres, as quais foram às ruas juntamente com homens para defenestrá-la da Presidência da República.

É preciso enxergar as coisas com racionalidade e não com ideologias baratas ou paixões. Deixemos a atribuição de equalizar eventuais distorções de gênero para a estatística, de sorte a que os governos possam implementar políticas públicas tendentes a corrigi-las, seja na educação, seja no mercado de trabalho. continuar lendo

A priori concordo com você, mas o problema é o seguinte, Fernando, 7 ministros citados na Lava Jato. Então se estes são os "competentes e com boas intenções", já começamos com o pé esquerdo. continuar lendo

Meritocracia somente com homens brancos? A competência tem somente uma cor e um gênero?
Hummm, eu acho que não:
http://www.bbc.com/portuguese/brasil/2016/05/160513_entrevista_professora_canada_jf_cc

(Aliás, a comparação entre a situação política e as cotas é patética. Tanto em virtude de elas não terem influenciado os indicadores econômicos quanto pelo fato de terem aumentado - e muito - os índices sociais do governo. Esse discurso de que "se esses cotistas não fizeram, deixem esses homens brancos fazerem" é ridículo, ingênuo e estúpido.) continuar lendo

Chega que já deu. Eu quero mais que o meu país saia do buraco, independente de quem vá tirá-lo de lá, se é negro, azul, roxo, branco ou multicolorido, se é mulher, homem, marciano, trans,bi,homo e etc... Quem quer chegar ao alto escalão que o faça por merecer e que não dependa de cotas/benesses discriminatórias. Não precisamos disso. Precisamos de que se melhore a base. continuar lendo

Este é o texto que o Temer deveria ter utilizado! Precisamos sair da crise!
Agora fala sério? O que é que o papagaio de pirata (Sr Aécio) estava fazendo frente ao Temer? Porque o Moro não foi na posse? continuar lendo

Quer chegar ao alto escalão que faça por merecer, ou seja, arrume um jeito de ser investigado na lava-jato. E não tem nenhum negro ou uma mulher, ou indígena, ou gay.....nessa situação de "destaque". Paz!! continuar lendo

É isso aí, Luciana! Vamos colocar lá homens brancos envolvidos na Lava-Jato, Zelotes... Vamos colocar um Pastor como Ministro da Ciência e Tecnologia... Vamos, acima de tudo acabar com o Ministério da Cultura... aliás, Cultura prá quê??? continuar lendo

Caro Fernando,
Com todo respeito que lhe devo pela idade, ao expressar a minha opinião não foi para ofender ninguém. Mas pense bem: Com a atual situação do país, o que importa quem está lá, desde que tire o Brasil dessa bagunça descomunal em que se encontra??? Pouco me importo com quem vai fazer o favor de limpar a sujeira que esse pessoal fez, quer seja negro, branco, indígena, asiático, gay, bi, pansexual, ace, e etc....desde que faça!!!! Menos mimimi e mais vamos agir!!!! continuar lendo

Ótimo texto, porém...

"Se o programa do Temer é “Uma Ponte para o Futuro”, como justificar que o novo ministério não tenha a representatividade do negro nem da mulher?"

Então quer dizer que existe a obrigatoriedade da escolha de mulheres ou negros, sem a análise de outros fatores? E outra, realmente pensam que o fator decisivo para a escolha dos Ministros foi a cor de pele/gênero? Realmente não entendo essas implicações. Mas enfim, é de polêmicas que vive o mundo. continuar lendo

a escolha dos ministros está correlacionada ao apoio ao processo de impedimento da ex presidenta.... este é o critério técnico adotado na formação de ministério de salvação nacional... o resto é retorica de desocupado.... continuar lendo

A ideia da representatividade já é um tema difícil de engolir por si só, mas admitir que ela decorre de características físicas da pessoa é infantilizar o cidadão.

Homens, mulheres, brancos, negros, enfim, pessoas, representantes no Poder, me representam quando agem dentro da ética com moralidade e acima de tudo para o bem da sociedade. Não importa sexo, cor, religião, opção sexual... Tanto faz a aparência física da pessoa, o que importa são as atitudes. Mas é só minha opinião, talvez outra pessoa se identifique e se sinta mais segura quando a decisão é tomada por alguém que se pareça com ela. continuar lendo