jusbrasil.com.br
25 de Junho de 2022

Quem são os barões ladrões (na cleptocracia brasileira)?

Luiz Flávio Gomes, Político
Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 6 anos

CAROS internautas que queiram nos honrar com a leitura deste artigo: sou do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e recrimino todos os políticos comprovadamente desonestos assim como sou radicalmente contra a corrupção cleptocrata de todos os agentes públicos (mancomunados com agentes privados) que já governaram ou que governam o País, roubando o dinheiro público. Todos os partidos e agentes inequivocamente envolvidos com a corrupção (PT, PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM, Solidariedade, PSB etc.), além de ladrões, foram ou são fisiológicos (toma lá dá ca) e ultraconservadores não do bem, sim, dos interesses das oligarquias bem posicionadas dentro da sociedade e do Estado. Mais: fraudam a confiança dos tolos que cegamente confiam em corruptos e ainda imoralmente os defende.

Quem so os bares ladres na cleptocracia brasileira

Renan[1], Cunha[2], Lula[3], Fábio Luís Lula da Silva[4], Collor[5], Aécio, Cerveró, Delcídio, Esteves, Andrade Gutierrez, Jaques Wagner e Pedro Corrêa, [6] Mauro Marcondes e Luís Cláudio, [7] Odebrecht, OAS, UTC, Camargo Correa, Mendes Júnior, Paulo Roberto Costa, Duque, Youssef, Barusco etc. Etc. Etc. Se condenados definitivamente, poderiam ser considerados barões ladrões? Quem são os barões ladrões? De que maneira um padre perseguido no século XVII os caracterizou, perante o rei de Portugal? Como eles são conceituados nos EUA? Qual a relação entre os barões ladrões e a cleptocracia brasileira?

O barão ladrão no colonialismo e no neocolonialismo

Uma supimpa definição de barão ladrão (quem rouba pouco é ladrão; quem rouba muito é barão) foi dada pelo Padre Antônio Vieira, em 1655, na cidade de Lisboa, durante seu famoso Sermão do Bom Ladrão[8] (pregado na Capela Real assim como na Igreja da Misericórdia). Padre Vieira, pela sua defesa intransigente dos índios, sempre se indispôs com a ambiência real portuguesa, tendo sido perseguido por esse motivo.

Ressentido, num determinado dia ele saiu de São Luís do Maranhão e, corajosamente, foi até o rei D. João IV para “denunciar” os ladrões barões da sua época (corruptos e bandoleiros), que seriam “os colonizadores e governantes do Brasil que, valendo-se dos seus poderes econômico, financeiro, político ou social, roubavam o país (o rei) escandalosamente”. Descrevia, com clareza aguda, os atores da cleptocracia colonialista. Em seu eloquente discurso invocava várias passagens bíblicas (ele sugeria que apenas verbalizava o que estava nas Escrituras).

Na era neocolonialista (a partir de 1822), a cleptocracia passou a retratar uma parceria público-privada composta de agentes do Mercado + agentes do Estado brasileiro. Desde essa época, não há como dissociá-los. Há ladrões nas duas instituições (sobretudo se extrativistas). Quando os barões ladrões se reúnem para promover seus “negócios ilícitos ou imorais” (pilhagens ou roubalheiras), nasce a ideia de cleptocracia (Estado dominado e governado por ladrões).

Voltemos a Vieira: o bom ladrão (o ladrão cleptocrata) não é o que furta para comer. “O ladrão que furta para comer não vai nem leva [ninguém] ao Inferno: os que não só vão, mas levam [outros consigo], são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera”.

Para o santo Basílio Magno (invocado pelo mesmo autor), “os ladrões [barões] que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis [o Estado] encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos”. O enfoque, aqui, é puramente estatal. Ocorre que o conceito de cleptocracia abarca, necessariamente, os barões ladrões do Estado que atuam juntamente com os larápios dos setores podres do Mercado.

Os barões ladrões “roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam; os ladrões grandes enforcam os pequenos; os grandes ladrões querem tirar os outros do mundo, para roubarem eles sós”[9]. O pequeno é enforcado, o grande enforca.

São poderosos. “O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os alexandres” (Padre Antônio Vieira).

Alguns desses larápios da coisa pública, que deveriam estar perseguindo os ladrões, são mais criminosos do que eles. Não há desgraça maior no mundo que converter em veneno o remédio ministrado para salvar o paciente (ver A arte de furtar, capítulo IV).

O barão ladrão na tradição norte-americana

Na tradição norte-americana o barão ladrão (Robber baron) também é conhecido como barão gatuno. O termo foi difundido, sobretudo, no século XIX, para se referir aos ricos e poderosos empresários que promoviam a pilhagem e a roubalheira nos seus negócios, para acumular fortunas. Suas explorações incluíam “controlar recursos nacionais; acumular altos níveis de influência no governo; pagar salários extremamente baixos; esmagar a concorrência através da aquisição de rivais, com o objetivo de criar monopólios e, eventualmente, aumentar os preços e criar esquemas para vender ações a preços inflacionados para investidores desavisados ​​até acabar por destruir a empresa para a qual o estoque foi emitido, causado o empobrecimento dos investidores”[10].

Não há consenso sobre a origem da expressão, que também era usada na Alemnha no tempo dos senhores feudais (alguns “ladrões” cobravam “pedádio” para que as embarcações aportassem no rio Reno). De qualquer maneira, a locução barão ladrão sempre transmite a ideia de alguém (agente público + privado) acumular riqueza de forma ilegal, imoral, antiética e injusta. Ou seja: é o pratica pilhagens e roubalheiras para se enriquecer.

Uma das maiores virtudes da expressão barão ladrão é que ela combina o sentido criminoso (ou explorador) do ato (ladrão) com a aristocracia ilegítima (um barão não faz nenhum sentido em um país republicano). Não é infrequente, de qualquer modo, notar na cleptocracia brasileira um certo “ar” aristocrata (ou seja: a velha “maneira nobre de viver”, que significa enriquecer sem trabalhar, na mais fiel tradição de Hernán Cortês, o invasor do México, em 1519). De outro lado, distanciando-se do foco preponderante dado nos EUA, entre nós não há dúvida que o barão ladrão faz parte de uma cleptocracia, que significa Estado governado e dominado por ladrões (públicos ou privados).

O barão ladrão contemporâneo

Que fazem os governantes do Brasil de todas as colorações ideológicas (incluindo evidentemente o lulopetismo)? Alianças fisiológicas (toma lá dá ca), dando-se cargos a quem não comprova competência nem merecimento. Assim se rouba às custas do povo. Puro projeto de governo, não de Estado. Não é por acaso que o Brasil é um país semi-fracassado[11].

Para assegurar a governabilidade também se rouba. O mensalão do PT comprovou isso e mandou para a cadeia José Dirceu, Genoíno, Delúbio, João Cunha, banqueiros, marqueteiros etc. Depois de 512 anos, veio a primeira disrupção. A cleptocracia conheceu o banco dos réus. Alguns barões ladrões prestaram contas para a Justiça.

Miscelaneous sobre o barão ladrão

Um dos aspectos interessantes (no caso dos barões ladrões) é a necessidade de reparação do roubado. Padre Antônio Vieira já tinha cuidado disso: “A salvação não será possível sem se perdoar o pecado e o pecado não pode ser perdoado sem que se restitua o roubado, salvo a absoluta impossibilidade de fazê-lo”.

Pela lógica dos gregos clássicos as classes dominantes e governantes deveriam impor um determinado padrão moral para todos; na prática, no entanto, são os ladrões poderosos (como os desvendados na Operação Lava Jato, por exemplo) que estão impondo seus padrões imorais para reger a República (que deveria ser todos, mas é apenas de alguns, das oligarquias; o povo ainda vota nelas).

É só ver o que se passou com a medida provisória 703: as construtoras comprovadamente envolvidas na corrupção da Petrobras, em lugar de restituírem prontamente o que roubaram e cumprirem a lei (anticorrupção), sem se valer dos privilégios decorrentes do seu acesso ao Estado, ao contrário, fizeram editar a citada medida legal (em 18/12/15) para que continuem contratando obras com o poder público. A presidenta enfraquecida já não reúne forçar para vetar as pilhagens dentro da lei.

As Escrituras distinguem Dimas (um ladrão pobre) de Zaqueu (um ladrão rico): Dimas, por ser pobre, é de plano um ladrão condenado; se fosse rico não haveria de chegar nunca à forca; Zaqueu (na narrativa de Lucas 19,2) era um ladrão rico e tolerado e sua mesma riqueza era [e é] a imunidade que tinha para roubar sem castigo e ainda sem culpa[12].

Para o ladrão ladrão, 100 anos de prisão; para o ladrão barão, 500 anos de não punição. Está tudo escrito nas estrelas, ou melhor, nas Escrituras. Os países mais cleptocratas convivem melhor com seus “zaqueus”. Mas finalmente se vê algum tipo de reação no “vale das lágrinas”. Tanto internacional quanto popular. Daí a força legitimante da Lava Jato, que deve ter o cuidado de agir dentro da lei (leia-se: do Estado de Direito).

Mesmo quando o roubo não é praticado diretamente pelo soberano, o pecado do ladrão barão o alcança e o leva ao castigo eterno, uma vez que “qui non vetat peccare, cum possit, jubet” (quem, podendo, não impede o pecado incentiva o pecado), como teria ensinado o mítico rei gentio Agamenão[13]. Dilma, fechando os olhos para a cleptocracia, seguramente está repetindo a frase de Oscar Wilde, que dizia: “Eu não quero ir para o céu; lá não estão meus amigos”.

[1] Ver http://oglobo.globo.com/brasil/cervero-diz-que-renan-se-queixou-da-falta-de-propina-na-br-distribuidora-18457983, consultado em 13/01/16.

[2] Ver http://www.valor.com.br/política/4417184/delatores-apontam-mais-5-contas-que-cunha-teria-no-exteriordiz-jornal, consultado em 31/01/16.

[3] Ver http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/02/05/compra-de-sitio-em-atibaia-foi....

[4] Ver http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/02/05/compra-de-sitio-em-atibaia-foi....

[5] Ver http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/01/1728860-loteamento-da-br-distribuidora-por-lula-originou-esquema-diz-janot.shtml, consultado em 13/01/16.

[6] Ver http://oglobo.globo.com/brasil/políticos-vivem-pavor-generalizado-com-novas-delacoes-da-lava-jato-18469397, consultado em 14/01/16.

[7] Ver http://política.estadao.com.br/noticias/geral,justiça-autoriza-depoimento-de-dilma-sobre-compra-de-mps,10000012864, consultado em 20/01/16.

[8] Ver VIEIRA, Antônio. Sermão do Bom Ladrão. Bauru: Edipro, 2008.

[9] Ver VIEIRA, Antônio. Sermão do Bom Ladrão. Bauru: Edipro, 2008, p. 37-39.

[10] Ver https://pt.wikipedia.org/wiki/Bar%C3%A3o_ladr%C3%A3o, consultado em 10/02/16.

[11] Ver ACEMOGLU, Daron e ROBINSON, James. Por que as nações fracassam. Tradução Cristiana Serra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. Os autores, quando escreveram o livro em 2012 faziam uma melhor avaliação do Brasil, no entanto, os anos posteriores vieram comprovar que somos uma nação “semi-fracassada” (ou, se se quiser, semi-próspera).

[12] Ver VIEIRA, Antônio. Sermão do Bom Ladrão. Bauru: Edipro, 2008, p. 26-27.

[13] Ver BUCCI, Eugênio, em http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,surrupios-na-luta-de-classes,10000006381, consultado em 07/01/16.

Informações relacionadas

Lauro Chamma Correia, Operador de Direito
Notíciashá 6 anos

O que é Cleptocracia? E os Top 10 governos mais corruptos do mundo atual

Luiz Flávio Gomes, Político
Artigoshá 3 anos

Milionários compram 134 aviões com nosso dinheiro

Luiz Flávio Gomes, Político
Artigoshá 7 anos

Corrupção e cleptocracia: o Brasil governado por ladrões

Caio Rivas, Advogado
Artigoshá 5 anos

Direitos Humanos não existem para defender Bandido, existem para impedir que o Estado se torne o Bandido

Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
Artigoshá 5 anos

A unificação das polícias é a solução para a crise de segurança no Brasil?

30 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Prezado professor, Luiz Flavio

Faz algum tempo que acompanho atentamente seus textos sempre recheados de citações a corroborar suas palavras. Estas sempre densas, carregadas de protesto contra o estado de coisas a que chegamos nos dias de hoje.

Em que pese suas colocações nesse texto, penso, salvo melhor juízo, que:

- a governabilidade, desde a decantada constituição de 1988, tem se mantida com alto custo para o país dado que nada trouxe de significativo no sentido de moralização dos costumes da classe política dominante. Os grandes líderes da época não tiveram a capacidade de reunir o que havia de melhor da experiência contra a Ditadura de 64 para ditar ao Congresso Constituinte reforma política que apontasse destino democraticamente seguro e promissor para o Brasil;

- teve inicio em Tancredo Neves, já nos preparativos de sua posse, sob responsabilidade de seu ainda ainda jovem neto, o regime de trocas de "toma lá, dá ca" como forma de retribuir a eleição indireta que lhe foi garantida e no Congresso tivesse base parlamentar confiável;

- desde então, quando deveria nascer a "Nova República", na prática restabeleceram-se os velhos costumes temporariamente suspensos pela Ditadura de 64;

- costumes que resistiram adormecidos que se aperfeiçoam exigindo cada vez mais dos cofres públicos hoje a beira da exaustão;

- A expressão máxima desses deploráveis costumes tem assento na presidência das duas casas que constituem o Congresso brasileiro que, mesmo presididas por denunciados de crime de desvio de recurso público à Suprema Corte, ainda lá são mantidos como barões em seus feudos, denotando indevido respeito aos ocupantes antes que à dignidade das cadeiras.

- Nos dias de hoje, sob a presidência de uma mulher, de vida marcada definitivamente pelas dores das torturas cruéis a que foi submetida ainda jovem, tem-se a esperança de que, pela primeira vez, a creptocracia, a mesma cujo extrato paulista um dia deu apoio à crueldade contra jovens ditos "suversivos", passe a pagar como os extratos comuns da sociedade pelos crimes historicamente sem castigo desde 1500..

Isto posto, penso, ainda salvo melhor juízo, que dadas as circunstâncias, cabe à presidente Dilma reconhecimento pelo fato de deixar que Ministério Público e Policia Federal ajam com liberdade, mesmo com prisões de membros de seu partido, quando sabemos todos que interferências, pressões, chantagens sempre foram as armas de governantes para manter ocultos e impunes membros de governo e correligionários.
Att continuar lendo

Excelente comentário! Acrescento ainda que estamos sofrendo e muito com as grandes oligarquias.Estava participando de uma reunião de empresários e ouvi que no Brasil o sistema judiciário e nossa legislação, permite que estes assaltantes do dinheiro público consegue através de alguns renomados juristas, suas liberdades.Enquanto existir grupos políticos fortes, sempre haverá corrupção. continuar lendo

Ótimo comentário, estou contigo Sebastião. continuar lendo

O Ministério Público e a Polícia Federal são Instituições do Estado e não do governo de plantão. Não cabe ao presidente da República deixar ou não deixar que essas Instituições cumpram com os seus deveres. Elas, simplesmente, devem fazê-lo. Antes de enaltecer o passado ou o presente da presidente Dilma, é conveniente conhecer as suas ações. Ela não foi uma inocente presa no passado e nem é uma inocente no maior caso de corrupção da História do Brasil. Basta ver quem são os ministros por ela nomeados, desde 2011, bem como as suas amizades, a começar pela Sra. Erenice Guerra. No desempenho do seu importante cargo, ela não pode ser omissa e nem alegar desconhecimento. Até poderia receber o reconhecimento dos brasileiros, caso apresentasse a sua renúncia de imediato, após ter levado o país à falência. continuar lendo

Sr Sebastião, tem toda a razão com respeito a presidente Dilma. Foi a partir dos governos do PT e aliados que, tanto a polícia federal e MP, tiveram muito mais condições para agir. Só a pessoa muito inocente acredita que um governo não tenha condições de atrapalhar e muito todo um processo na esfera policial e do MP. E até no Judiciário. Do contrário, já teríamos a décadas as investigações que hoje estão em curso. A mesma determinação de punir crimes de determinados partidos políticos não vemos na esfera estadual. Posso citar São Paulo. Também, criminalizar todo político (ou alguns do seu interesse) não resolve o problema. Lula está incluído? E o Serra? Está incluído no etc? O professor Flávio Gomes está querendo dizer que não há criminosos no judiciário e nem no MP? continuar lendo

concordo plenamente com suas palavras Sebastião L Machado continuar lendo

Eu ouvia de um executivo de uma das grandes empreiteiras de obras que essa investigação (Lava Jato) não ia dar em nada, era "fogo de palha" e ia morrer assim como tantas outras, sufocada pelo "jeitinho brasileiro de ser".
Depois de algumas prisões de donos de empreiteiras, já ouvia que estava difícil resolver.
Mais recentemente soube que tinha se desligado da empresa e que não via saída para a situação. Soube que deixou país alegando trabalho no exterior, não sei dizer se é verdade ou não.
Mas conheci essa pessoa em tempos de dificuldades financeiras e sei que hoje possui um patrimônio bem razoável.
A verdade é que enquanto a corrupção corria solta essa pessoa era considerada um executivo de sucesso, vivia em um meio social elitizado e hoje tenho certeza que teme pelo seu futuro.
Com certeza estamos vivenciando o início de novos tempos mas muita roupa suja precisará ser lavada até que possamos dizer se existirá ou não a desejada justiça. continuar lendo

Pergunto-me como a Criminologia explicaria o barão-ladrão....
O que será que Cesare Beccaria escreveria sobre a cleptocracia brasileira?

Se alguém se propuser a estudar a etiologia do estado cleptocrata, diria que é fruto do meio ou das escolhas?
A escola clássica afirmava que o crime decorre do livre-arbítrio, e o cenário do Brasil é a confirmação de que estava correta.

Quando um agente público tem plena liberdade de agir corretamente ou de se vender à corrupção (e escolhe a segunda alternativa) a meu ver isso é livre arbítrio puro.

As Ciências Criminais precisam distribuir mais seu foco de análise e parar de associar o crime à desigualdade social.
O estudo do criminoso barão é de importância peculiar no Brasil. continuar lendo

"As Ciências Criminais precisam distribuir mais seu foco de análise e parar de associar o crime à desigualdade social."

Perfeito, Pedro. Mas infelizmente, aqui no Brasil, a regra ainda é a ideologia corromper a ciência. continuar lendo

Há crimes e crimes. Com certeza existe a criminalidade oriunda das diferenças sociais (criminalidade estúpida) assim como existe a criminalidade "inteligente" sendo que a primeira mata a vítima e a segunda acaba aplaudida e invejada por ela.
São "classes" criminais que sequer se esbarram. continuar lendo

A fragilidade faz o ladrão. A facilidade o torna "barão". A dominância lhe rotula "barão ladrão". A influência lhe denomina "poderoso chefão". E todos nó Brasileiros tomamos... "café com pão." No fim das contas isso é uma "Facção". continuar lendo