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1 de Abril de 2020

Estado Islâmico: de onde veio e aonde quer chegar?

Série: Fique por dentro

Luiz Flávio Gomes, Político
Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 4 anos

Estado Islmico de onde veio e aonde quer chegar

Outros nomes do grupo: Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS). Em inglês, ISIS.

Estado Islmico de onde veio e aonde quer chegar

O que é?

Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS) é uma organização jihadista (lutadora, guerreira) do Oriente Médio, que teve um califado (um governo) proclamado em 29 de junho de 2014, sendo seu califa (chefe, sucessor de Maomé) Abu Bakr al-Baghdadi. Desde a data citada o grupo passou a se chamar Estado Islâmico. Seu califado está localizado, hoje, em Raqqa, na Síria.

Califado e Califa

Um califado é um estado governado de acordo com a lei islâmica (conhecida como Sharia). O califa é literalmente o sucessor do profeta Maomé, como chefe da nação e líder de uma comunidade de muçulmanos, e tem o poder de aplicar a lei islâmica (Sharia) nos “territórios” “dominados” pelo califa. Contudo, sunitas e xiitas divergem sobre quem deve ser o califa, de acordo com a sua crença. Apesar de esses dois grupos corresponderem a vertentes distintas da religião islâmica, eles compartilham crenças e práticas fundamentalistas, como a fé no Alcorão e a regência da Sharia, que é o código de leis do islamismo.

Sunitas e Xiitas

Sunitas e xiitas nasceram depois do assassinato do quarto sucessor de Maomé (570-632), o califa Ali (601-661), que era primo e genro do profeta, que passou a liderar os xiitas. Sua posse foi controvertida e regada a sangue. A partir daí uma parte dos muçulmanos, os autodenominados “shiat Ali”, ou sejam “partidários de Ali”, passou a defender que a única liderança legítima para o Islã deveria vir da linhagem direta de Maomé. Já os sunitas (que vêm de Sunna – documento sagrado que narra as experiências de Maomé em vida), assumiram uma visão mais ortodoxa e pragmática do Islã após a morte do profeta. Diferentemente dos xiitas, eles reconhecem a liderança dos primeiros califas que assumiram a liderança da comunidade islâmica após 632, e não apenas Ali, genro e primo do profeta.[1]

Características do EI

Tornou-se notório por sua brutalidade, incluindo assassinatos em massa, sequestros e decapitações. Famoso por divulgar vídeos das decapitações de jornalistas e ativistas, criou pânico nos países por onde já passou e por ações orquestradas mundo afora, especialmente na França, tomando para si as responsabilidades dos ataques ao jornal Charles Hebdo e o mais recente que vitimou mais de 130 pessoas em uma série de atentados à capital francesa em 13/11/15.

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Na Síria, território mais recente conquistado, está localizada boa parte de seu “exército”. O grupo atraiu apoio em outras partes do mundo muçulmano – e também de pessoas que se converteram ao islamismo apenas para combater com o EI. A França é o país com maior número de combatentes do EI fora do Oriente Médio.

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Adoração de sepulturas e estátuas antigas

O Estado Islâmico considera que a “adoração” de sepulturas equivale a idolatria (de se notar que ele afirmou que atacou Bataclan, em Paris, em razão dos idólatras que frequentavam o local) e procura purificar a comunidade de crentes. O grupo usou escavadeiras para esmagar edifícios e sítios arqueológicos. Destruiu cidades histórias conhecidas por serem patrimônios da humanidade, como a cidade de Palmira. O EI ocupou o Museu de Moçul, o segundo museu mais importante no Iraque, quando o local estava prestes a ser reaberto depois de anos de reconstrução dos danos causados após a guerra do Iraque. O grupo então destruiu todo o acervo da instituição cultural alegando que as estátuas da antiguidade eram contra o islamismo. Cidade antiga de Hatra, fundada no século III a. C. Pelo Império Selêucida, também considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1985, foi destruída pelo Estado Islâmico em 2015.

Quando conquista localidades, o EI:

  • pendura uma bandeira negra no topo do prédio mais alto;
  • inicia uma campanha para conquistar corações e mentes, por meio da prestação de serviços sociais[133] em locais devastados pela guerra;
  • distribui pen drives com cânticos jihadistas e vídeos que mostram as operações militares do grupo e folhetos que pregam contra a democracia, sobre a necessidade de permanecer em silêncio e excomungar os alauitas;
  • começa a impor gradualmente a sua interpretação estrita da lei islâmica.

Ideologia e crenças

A sua ideologia tem origem no ramo do Islã moderno, que pretende voltar para os primeiros dias do Islã, rejeitando posteriores “inovações” na religião que eles acreditam ser corrupta em seu espírito original.

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Qual seu objetivo?

Desde 2004, a principal meta do grupo é a fundação de um Estado islâmico. O EI afirma autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e aspira tomar o controle de muitas outras regiões de maioria islâmica, a começar pelo território da região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia. O objetivo original do EI era estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque, mas após o seu envolvimento na guerra civil síria, este objetivo se expandiu para incluir o controle de áreas de maioria sunita da Síria.

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Como surgiu?

O grupo, em seu formato original, era composto e apoiado por várias organizações terroristas sunitas insurgentes, incluindo suas organizações antecessoras, como a Al-Qaeda no Iraque (2003-2006), o Conselho Shura Mujahideen (2006-2006) e o Estado Islâmico do Iraque (2006-2013). O Estado Islâmico cresceu significativamente devido à sua participação na Guerra Civil Síria e ao seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. Denúncias de discriminação econômica e política contra árabes sunitas iraquianos desde a queda do regime secular de Saddam Hussein também ajudaram a dar impulso ao grupo. No auge da Guerra do Iraque, seus antecessores tinham uma presença significativa nas províncias iraquianas de Al Anbar, Ninawa, Kirkuk, maior parte de Salah-ad-Din e regiões de Babil, Diyala e Bagdá, além de terem declarado Baquba como sua capital. No decorrer da guerra civil síria, o EIIL teve uma grande presença nas províncias de Ar-Raqqah, Idlib e Aleppo.

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Qual o propósito?

O Estado Islâmico obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo, além de viverem de acordo com a interpretação sunita da religião e sob a lei Sharia (o código de leis islâmico). Aqueles que se recusam podem sofrer torturas e mutilações, ou serem condenados a pena de morte. O grupo é particularmente violento contra muçulmanos xiitas, assírios, cristãos armênios, yazidis, drusos, shabaks e mandeanos.

Depois de o Estado islâmico autoproclamar a captura de cidades no Iraque, o EI divulgou orientações sobre como os civis dominados devem usar roupas e véus. O EI alertou as mulheres na cidade de Moçul para usar o véu de rosto inteiro ou sofreriam punições severas. Mulheres também não podem sair de casa e tem seus corpos considerados como propriedade do EI. Houve um aumento gigante nos casos de estupro e abusos contra mulheres que adentram ao EI.

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Cristãos

Os cristãos que vivem em áreas sob o controle do EI que queiram permanecer no território do califado tem apenas três opções: se converter ao islamismo; pagar um imposto religioso (o jizya); ou morrer.

Quais os desdobramentos?

Nos últimos meses, desde que ganhou notoriedade com as divulgações dos vídeos em que mostram a decapitação de muitos jornalistas e ativistas do mundo todo, o EI passou a assumir a autoria de muito atentados mundo afora, entre eles dois França, um avião abatido no Egito, atentados em Beirute, no Líbano, Quênia, dentre outros.

Como o grupo tem recrutado seu exército mundo afora?

Apesar de o grupo terrorista ser fundamentalmente formado por cidadãos de origem islâmica, o EI tem conquistado sucesso ao recrutar pessoas de diversas origens, convertendo-as ao Islamismo. Com uma base recrutadora bastante forte fora do Oriente Médio, o EI consegue acesso a escolas, universidades, além de jovens pobres, originários da camada pobre da população e problemas com a justiça. Seu principal meio de recrutamento das suas redes sociais.

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Países que consideram o EI uma organização terrorista

Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, Indonésia e Arábia Saudita, além de também ter sido classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela União Europeia e pelas mídias do Ocidente e do Oriente Médio como grupo terrorista.

Por que o principal alvo tem sido a França?

A França tem a maior população muçulmana na Europa. São cerca de 5 milhões, ou seja, 7,5% dos habitantes são de origem muçulmana. Historicamente, é uma das sociedades mais divididas no continente. A integração de muçulmanos no resto da sociedade francesa sempre foi uma questão delicada no país, já que grande parte deles sempre viveu em subúrbios pertencendo à camada mais pobre da população e também fortemente discriminada.

Além disso, há um aparente questionamento de gerações mais novas de famílias de imigrantes, supostamente descontentes quanto ao estilo de vida mais liberal do Ocidente, à tolerância e diversidade religiosa e à liberdade de expressão. A polêmica decisão da França em proibir o uso do véu islâmico de corpo inteiro por mulheres, por exemplo, foi interpretada por alguns muçulmanos como uma decisão contra o islamismo.

A França tem sido a maior fonte, na Europa, de combatentes estrangeiros que se juntam a grupos radicais no Oriente Médio. Relatório do Centro Internacional para o Estudo de Radicalização e Violência Política do King’s College, de Londres apontou, no início deste ano, que das cerca de quatro mil pessoas que deixaram a Europa Ocidental para se juntar a grupos extremistas como o EI na Síria e no Iraque, aproximadamente 1,2 mil saíram da França. E muitos deles retornaram. A França fica atrás apenas de Arábia Saudita, Tunísia, Jordânia, Marrocos e Rússia como maior emissor de combatentes para estes grupos, segundo o relatório.

Na França, dois locais se destacam no que tange o recrutamento e a radicalização. Os subúrbios de Paris e arredores tem sido durante anos, um local onde muitos jovens muçulmanos acabam sendo recrutados, descontentes com desemprego e ostracismo. Outro lugar fácil para radicalização são as prisões francesas: estima-se que 60% dos 70 mil detentos no país tenha origem muçulmana, e grupos extremistas estariam se aproveitando disso para recrutar colaboradores.

Além disso, a França participa da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos que tem conduzido ataques aéreos contra o “EI” na Síria e no Iraque e é um dos países mais ativos nesses ataques contra o grupo. O país realizou também uma intervenção contra extremistas islâmicos no Mali, em 2013. Na França, ademais, aconteceu umas das revoluções que estruturaram o capitalismo ocidental (em 1789), com valores (liberdade de crença, liberdade de expressão de pensamento etc.) que conflitam os professados pelo EI.

Fontes: BBC Internacional, BBC Brasil, O Globo, Wikipédia.

*Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.

[1] Cf. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-07-29/entenda-as-diferencas-entre-xiitasesunitas.html.

46 Comentários

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Existe muita ignorância envolvendo o ISIS e os assuntos relacionados ao mundo islâmico.

Uma delas é a associação do Islã com governos opressivos e cultura sexista.

A Turquia é um país islâmico onde as mulheres têm bastante proeminência na política e na sociedade.
A Tunísia também tem uma sociedade bastante pluralista culturalmente.
O Irã, com todas as críticas que se queira fazer, não obriga as mulheres a usarem burka e possui uma comunidade judaica que até hoje não sentiu necessidade de sair do país.

O problema são os grupos radicais, que oprimem os próprios muçulmanos, e são apresentados pela mídia tendenciosa como representantes de todos os povos islâmicos.

A única crítica que eu tenho em relação aos países árabes é a falta de união entre eles. Se fossem mais coesos, se tivessem uma identificação maior entre si, poderiam fazer parte do primeiríssimo mundo, ao lado de Suécia e Noruega.

Fala-se muito de fundamentalismo e intolerância, mas colocar todo o mundo árabe e persa (Irã) no mesmo saco também é uma forma estúpida de fundamentalismo.

Lembre-se que as maiores vítimas do ISIS até agora são os próprios muçulmanos. continuar lendo

O problema do fundamentalismo islâmico atual tem nome, e se chama salafismo/wahhabismo, a ideologia praticada e difundida pela Arábia Saudita e pelos países do Golfo Pérsico. O que falta nos textos sobre os grupos terroristas é dar nome aos bois, coisa que mídia nenhuma no ocidente faz, para não chatear os REINOS aliados cheios de petróleo. continuar lendo

Iuri, e é daí que a gente percebe o cinismo dos países ocidentais.

De manhã, fazem bombardeios massivos sobre cidades de terroristas.
Pela noite conversam amigavelmente com a monarquia saudita sobre seus acordos escusos.

A França é cheia de relações estranhíssimas com o mundo árabe.
Os EUA têm na Arábia Saudita o seu "segredinho sujo", protegendo uma elite que destoa não só da população saudita, mas de todo o restante do mundo árabe.

O Petróleo dali tem uma boa dose de sangue na sua composição, mas enquanto o abastecimento está garantido, quem se importa?

Nessas horas eu sinto um orgulho de termos a Petrobrás, e ao mesmo tempo vergonha e raiva pelo que fizeram com a empresa...

Por falar em "reinos", aproveito para sugerir, para quem gosta, um filmaço, chamado "O Reino".
É um filme de ação, bastante violento... Mas que dá uma ideia dessas relações estranhas entre EUA, Oriente Médio, terrorismo e petróleo.

Ainda mostra que o "valor da vingança" do terrorista não é diferente no coração do "contra-terrorista".....São posturas bem semelhantes.
Vale a pena assistir ! continuar lendo

Cara, obrigado pelos esclarecimentos! continuar lendo

Vou te ajudar a compreender melhor sobre o mundo árabe. Existe uma ''guerra fria'' no mundo árabe, que vai além da influência ocidental ou russa.

Tomo movimento revolucionário como a revolução iraniana e a primavera árabe são uma ameaça aos Emirados ou governos monárquicos árabes, especialmente aqueles da OPEP. Desses Emirados o mais proeminente é a Arábia Saudita.

Tudo o que acontece ali em volta, inclusive o surgimento de organizações e atos terroristas, são financiadas por um dos lados. O irã tem a visão teocrática/parlamentar e a arábia saudita quer manter a visão monárquica, pois qualquer revolução pode acender a pressão política sobre o seu território.

A Arábia Saudita é um tradicional aliado americano, mas ainda assim financia organizações terroristas que são contra os norte-americanos para combater em solo externo as organizações pró-irã e com ideal revolucionário. O irã é um aliado russo e chinês, e serve como um meio de se manter poder político dessas potências na região. Ele se aproveita para tentar ampliar sua corrida armamentista nuclear e ganhar hegemonia, além de ameaçar Israel. E pra enfraquecer os Emirados Árabes - países árabes monárquicos - ele financia braços terroristas.

No meio dessa influência a polarização política foi acentuada pela aproximação com as ideologias religiosas sunita x xiita que acentua a influência dessa batalha indireta entre a Árabia Saudita e o Irã, com frentes de maioria diferentes.

No meio disso tudo apareceu o ISIS se aproveitando dos vácuos de poder que esses conflitos causaram, e ainda as ''presepadas'' das inteligências russas e americanas ao armar aliados através de relações com esses dois países.

Mas hoje, o ISIS já está praticamente derrotado. O problema é que os conflitos serão intermináveis, grupos atrás de grupos sendo financiados enquanto houver interesse. continuar lendo

Ótimo artigo, professor Luiz Flávio Gomes!!!

Penso que uma das forma de tentar erradicar a ação do EI, seria o corte de investimentos feitos à organização pelos países árabes como a Arábia Saudita e Catar. É um absurdo que países, ainda que de alguma forma tenham laços religiosos ou econômicos com o grupo terrorista, provisionem altas somas de dinheiro para financiar atos de barbárie contra o próprio povo e àqueles que não comungam com os ideais fundamentalistas que, notadamente, são em grande parte nós ocidentais.
Antes de tudo, mesmo que se tenha por base ideais religiosos severos e/ou conservadores, devemos pautar pela liberdade de culto e crença religiosa, suprassumo básico de toda e qualquer sociedade minimamente organizada! Ódio ao EI!!!!!! continuar lendo

Infelizmente esse grupo não respeita nada nem ninguém que não comungue de sua visão de mundo, sendo por sí só completamente incompatível com a civilização como a conhecemos e queremos, com liberdade de pensamento, de trabalho, de propriedade e de culto.

Falando localmente parece que o Brasil se tornou rota de abastecimento e envio de recursos para essas organizações. Essa semana 3 foram presos com dinamite nas mochilas no aeroporto de SP indo para a Europa, isso sem falar na região da tríplice fronteira que é um caldeirão efervescente de atividades comerciais ilícitas com remessa de ativos para essas organizações, segundo matéria publicada na Revista Veja. Pouco se tem feito no Brasil para se chamar a atenção para esse problema. E além de não contribuirmos para a solução do problema parece que estamos nos tornando parte dele agindo por omissão. continuar lendo

Um problema fundamental do Islã em nossos dias pode ser resumido em três fases: os cristãos cultuam um homem considerado divino. Os judeus cultuam um livro; os mulçumanos cultuam uma coisa e outra. Esta reverência incondicional ao Profeta Maomé e a seu livro impede a reforma. E mais,o enfoque letal do islã em uma vida após a morte. continuar lendo

Por que o principal alvo tem sido a França? Acho que você teorizou demais, a França foi o país que mais bombardeou os poços de petróleo deles, fonte de renda. O seu texto faz parecer também que eles são realmente um califado, um Estado formado, mas eles não são nada mais do que um grupo terrorista com apoio de muitos Estados de verdade (sem os quais esse grupo desmoronaria) como Turquia e Arábia Saudita. Você também não mencionou que a origem do poder do grupo se deu muito por causa do desmantelamento do exército iraquiano pelos Estados Unidos após a guerra de 2003, o que fez com que diversos especialistas militares de Saddam se juntassem à Al Qaeda no Iraque. Mas o texto está muito didático, gostei. continuar lendo