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21 de Outubro de 2018

Homicídios: mundo reduz 16%; Brasil sobe 8,6%. Onde estamos errando?

Luiz Flávio Gomes, Professor de Direito do Ensino Superior
Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 4 anos

De acordo com o Relatório Global de Status da Prevenção da Violência 2014 (da Organização Mundial da Saúde - ONU), no período de 2000 a 2012 a redução global dos homicídios foi de 16%; no mesmo período, o Brasil teve crescimento de 8,6% na taxa de assassinatos e de 24,1% nos números absolutos: em 2000 tivemos 45.360 mortes (26,7 para cada 100 mil pessoas); saltamos em 2012 para 56.337 óbitos, com taxa de 29 para cada 100 mil. O relatório estima que em 2012 teriam ocorrido 475 mil assassinatos no mundo todo (quase 12% deles no território brasileiro); 60% das mortes são do sexo masculino, com idade entre 15 e 44 anos; os homicídios são a terceira causa de morte para homens nessa faixa etária.

As Américas são a região mais violenta do planeta: 28,5 homicídios para 100 mil habitantes; a Região Africana vem em segundo lugar, com uma taxa de 10,9 homicídios por 100 mil habitantes. Ao longo do período de 2000 a 2012, as taxas de homicídio tiveram uma queda de pouco mais de 16% globalmente (de 8,0 para 6,7 por 100 mil habitantes); nos países de alta renda, a redução foi de 39% (6,2-3,8 por 100 mil habitantes). Nos países de renda média superior e inferior a queda foi de 13%; para os países de baixa renda a redução foi de 10%. Todas as regiões do planeta estão reduzindo os assassinatos (o Brasil, no entanto, está na contramão do mundo).

Onde estamos errando?

Desde logo, na política criminal adotada, que tem cunho puramente reativo-populista, ou seja, não temos no Brasil programas preventivos da violência e da criminalidade. De outro lado, nossa reação funciona muito mal (porque aqui não existe a certeza do castigo; poucos crimes são efetivamente punidos; o problema não é a inexistência de lei, sim, de certeza do castigo). Editamos muitas leis penais severas (“política da mão dura”), mas não temos estruturas para aplicá-las; ademais, prendemos muita gente que não cometeu violência (51% do sistema prisional). Para se ter uma ideia dos desacertos brasileiros, vejamos os programas mais bem sucedidos no planeta (dentre outros):

(1) o de prevenção primária (raízes do crime) nos países escandinavos (países altamente civilizados de capitalismo distributivo: excelente escolaridade, alta renda per capita e baixa desigualdade, com forte índice de certeza do castigo); (2) o de prevenção secundária nos EUA (obstáculos ao crime: mais policiais, saneamento das polícias - exclusão dos corruptos, bons salários e boas condições para se trabalhar -, policiamento massivo nas “nas zonas quentes”, blitz generalizada e contínua, alto índice de certeza do castigo etc.); (3) o de prevenção via escolarização massiva de período integral + alto índice de certeza do castigo (Coreia do Sul, Cingapura, Japão, Canadá, Alemanha etc.) e (4) o de prevenção moral e ética (ética que ensina o respeito ao outro ser humano – é o caso dos países que seguem doutrinas filosóficas, como a de Confúcio, no Oriente; eles seguem o princípio ético da ahimsa, que significa não ferir, não maltratar, não ofender, não matar (salvo em situações de extrema necessidade).

Por que somos violentos?

São incontáveis os fatores externos (externos ao humano) que facilitam o desencadeamento da violência no Brasil: extrema desigualdade social, baixa escolarização (7,2 anos, em média; igual a Zimbábue), ausência do império da lei (a Justiça funciona mal), forte relação de domínio, machismo, hierarquização social aguda, apartheid, herança escravagista exterminatória, impunidade generalizada, polícia não saneada, condições precárias de trabalho dos policiais, baixos salários, sucateamento da polícia científica, enfraquecimento da polícia investigativa (somente de 5% a 10% dos homicídios são apurados), guerra de gangues, guerra com o narcotráfico ou entre narcotraficantes, ausência de dados seguros sobre a violência, ausência de programa de vitimização, ausência de programas de ação a partir dos dados seguros etc.

Tribalismo. Do ponto de vista interno (biológico, psicopatológico e neurológico) a violência inata aos humanos começa com o seguinte (veja Somos una espécie violenta?, coordenado por David Bueno: 133 e ss.): nós, Homo sapiens, somos tribalistas: nos identificamos com as pessoas do nosso grupo e não nutrimos simpatia nem empatia com os demais, com “os outros”; toda tribo se considera diferente das outras e deseja ser percebida dessa maneira, ou seja, como distinta (Garrett Hardin). São membros da mesma tribo os que compartilham a mesma língua, os antepassados comuns, o mesmo território ou ideologia, a mesma religião ou etnia, o mesmo time de futebol ou partido político e, particularmente nos países com longa tradição escravagista, a mesma classe social. A razão central de nos reunirmos em tribos reside em algo obvio: viver em grupo é mais favorável para o êxito da sobrevivência (p. 216). Quem vive isoladamente se torna mais frágil, mais exposto, mais vulnerável.

Nossa preparação neurobiológica para a violência: a grande maioria das tribos divide o mundo entre os que pertencem ao seu grupo (relação de pertencimento) e os que integram os “outros”. Desde crianças já manifestamos preferência pelo nosso grupo e desconfiança, preconceito, medo e hostilidade frente aos demais. O cérebro humano, ao longo da evolução, foi selecionando os requisitos necessários para se viver junto com outras pessoas. Nosso cérebro tem capacidade inata para detectar e processar os indicadores de similitude e dissimilitude. Praticamente desde o nascimento já sabemos distinguir “quem é do nosso grupo” e “quem é do outro grupo”. A cooperação (solidariedade, cordialidade, lealdade) é mais frequente entre pessoas do mesmo grupo (da mesma tribo). Frente aos outros, o normal é o distanciamento (perceptivo e afetivo), quando não a agressividade ou até mesmo a violência. Por quê?

Tudo se processa nas nossas redes neuronais (Somos una espécie violenta?: 217 e ss.), que são o suporte das nossas emoções; à amigdala (ou amídala) corresponde a função básica de detectar as ameaças ambientais (ela desencadeia nosso rechaço ou asco frente a alguns alimentos ou substâncias prejudiciais). Dela emanam os sinais de perigo (isso ocorre, por exemplo, com muitas pessoas quando veem gente de etnia distinta ou estranhos ou diferentes) assim como o sentimento de indignação (em razão de uma injustiça, por exemplo). As redes neuronais (amídalas + córtex) são a base do ódio, da xenofobia, dos preconceitos e da desumanização de algumas pessoas.

As doutrinas e os discursos fanáticos, identitários, totalitários, ditatoriais, particularmente se pregam o pensamento único, ampliam as distâncias entre os grupos (da distância vem a indiferença, da indiferença despontam as diferenças e os preconceitos, destes nascem os estranhos, dos estranhos brotam os indesejáveis, dos indesejáveis surgem os inimigos e dos inimigos dimanam os não humanos, ou seja, as não pessoas, que podem ser exterminadas ou torturadas impunemente – Homo sacer).

Se os discursos inflamados e fanáticos são acompanhados da exaltação do uso da violência, rapidamente eclode a agressividade contra os desumanizados. Quem assim se comporta não manifesta qualquer tipo de compaixão ou arrependimento pela dor e sofrimento infligidos contra o estranho, o inimigo, o indesejável, o diferente. O mal se banaliza (Arendt). Os nazistas, os terroristas, os fanáticos, os religiosos radicais e os homofóbicos nem sequer percebem a dor alheia: “as áreas do cérebro que se ativam quando vemos alguém do nosso grupo sofrer se desativam diante de quem não é do nosso grupo, ou seja, diante dos desumanizados” (p. 218). Muito provavelmente é isso o que sentem (ou não sentem) os policiais que matam os marginalizados ou quando um marginalizado mata um policial: a vítima não é vista como um humano; se ela não é vista, não sofre. O mesmo mecanismo que permite identificar-se com o próprio grupo e favorecer a necessária cooperação e o altruísmo também cria barreiras impermeáveis como o sectarismo, o tribalismo, a desumanização e estereótipos e preconceitos contra os outros grupos (p. 219).

Desumanização. A tribalização se transforma em potente ferramenta para a prática de violências contra “os outros”, sobretudo quando presente o mais macabro aspecto do tribalismo que reside na desumanização desses “outros”. A desumanização é um processo que acontece por etapas: primeiro o distanciamento, a indiferença; depois despontam as diferenças, que os caracteriza como estranhos; em seguida são percebidos como indesejáveis, inimigos e, por fim, como não humanos (como não pessoas). Nisso se estrutura o chamado direito penal do inimigo (descortinado por G. Jakobs). Chegados a esse ponto, os “outros” não mais são considerados humanos dotados de direitos (daí a mutilação, a tortura ou mesmo o extermínio, sem nenhum sentimento de culpa). Algumas pessoas, diante da desumanização do “outro”, não tem qualquer tipo de escrúpulo ou experimenta qualquer contradição diante da morte deste “outro”. Pior: a destruição do “inimigo” (do outro), já desumanizado, passa a ser um prazer, um desfrute (como no tempo do Homo caçador-coletor). Não podemos esquecer que durante 95% da existência do Homo sapiens ele foi caçador-coletor (p. 135).

Saiba mais - Nossa herança animal

Mesmo tendo havido mudanças genéticas desde a descoberta da agricultura (10 mil anos atrás), nossas pulsões, propensões e necessidades, ou seja, nossa constituição biológica intrínseca segue sendo basicamente a de um primata caçador-coletor. Até à revolução neolítica (que ocorreu com o desenvolvimento da agricultura – há 10 mil anos atrás), os grupos humanos viviam como nômades, isto é, se deslocavam de um lugar ao outro, procurando alimentos necessários para a sobrevivência. No período Paleolítico (dos humanos caçadores-coletores), o Homo sapiens dependia da caça de animais e da coleta de frutos e vegetais para sua existência. Essas atividades herdadas do mundo animal, dos primatas, antecedem a pecuária e a agricultura. Há 20 mil anos todas as tribos humanas eram caçadoras-coletoras.

O tribalismo quando se soma à ativação do sistema cerebral de recompensa (de prazer, de satisfação), para além de produzir a conduta depredadora, pode explicar a crueldade humana contra os que não pertencem ao mesmo grupo (incluindo-se nessa atividade prazerosa a pena de morte, a tortura, o tratamento desumano).

Nas torcidas organizadas ou ainda na política ou nos blocos de carnaval: “os membros de todos os grupos tendem a qualificar seus companheiros de grupo como mais cordiais, honestos, confiáveis e inteligentes, enquanto que os membros dos demais grupos lhes parecem mal-intencionados, ineptos, estranhos, desonestos, inimigos” (p. 217). Com essa “preparação neurobiológica” estamos sempre na iminência de uma agressão ou violência. Ela é responsável por muitas das nossas condutas e atitudes.

As classes sociais também se comportam como tribos: especialmente em países gritantemente marcados pelo apartheid de origem escravagista, elas se apresentam como tribos inconfundíveis (e, em alguns casos, até “inimigas”, sobretudo quando se acredita numa concorrência para a sobrevivência, como é o caso da xenofobia). Aliás, quanto mais distanciamento entre elas, mas tribalistas elas são. Quando o tribalismo (particularmente o fundado na hierarquização social de viés escravagista ou na divisão de gangues, por exemplo) interage com os sistemas cerebrais de dominação e depredação, a agressividade e a violência explodem com muita frequência (e até mesmo com facilidade). Quem ocupa status mais baixo e acredita que tem o direito de também integrar o mais alto, tem intenso ressentimento e vê seus membros como “inimigos”, porque acabam sendo considerados culpados pelo seu baixo status social. Este ressentimento leva à violência (ou mesmo a guerras entre países ou até a extermínios coletivos). E o inverso também ocorre: quem tem (ou quem se julga ter) alto status pode atuar com agressividade e violência contra os “outros”, para reforçar seu hipotético domínio.

Ideologia e tribalismo. O cérebro humano (dizem os autores do livro Somos una espécie violenta?: 215 e ss.) acredita facilmente em qualquer ideologia que lhe permita acentuar as diferenças do grupo a que pertence em relação aos “outros”; existe uma “preparação neurobiológica” pronta para aceitar qualquer tipo de reforço das diferenças; qualquer doutrina ou religião ou ideologia “fanática”, que explore essa “preparação neurobiológica” tende a prosperar; essa tendência agressiva se agrava se as diferenças são vistas ou interpretadas como o motivo fundamental de sua aparente infelicidade ou falta de progresso (na xenofobia isso resulta muito evidente); essa diferenciação pode acabar justificando até mesmo o aberrante assassinato de uma ou várias pessoas (veja o caso Charlie) ou até a aniquilação de um grupo (como ocorreu no nazismo). A mesma coisa se passa nos ataques homofóbicos.

Mesmo em multidão, as tribos não perdem seus laços de empatia com os membros do seu grupo e de antipatia com “os outros”. Isso explica em grande medida a presença de tanta violência no carnaval ou nos estádios, por exemplo: a tribo da “camarotização” tem ojeriza das outras; a tribo da “cordanização” (os que ficam dentro das cordas) não tem empatia com “os outros” (sobretudo com a chamada “ralé da pipocação”). O conflito se estabelece com frequência nos locais que se transformam em palcos de multidões. As tribos, ademais, possuem uma dupla moral: julga os comportamentos dentro do seu grupo de uma maneira (mais compreensiva, mais humana) e se valem de outras réguas (outros padrões) para julgar os “demais”; o grupo é complacente com os “de dentro” e (muito) rigoroso “com os de fora”; o assédio sexual de um membro da tribo A é valorado de forma bem diferente frente a outro da tribo B.

O tribalismo (como pontificam os autores do livro citado: Somos una espécie violenta?) não explica todo tipo de violência, mas constitui um fator importante nas condutas humanas agressivas (p. 135). Outro fator relevante é o territorialismo (demarcação de território), que também se faz presente no carnaval, cujos espaços físicos são totalmente demarcados (o pessoal camarotizado não se mescla com os demais e os cordanizados não aceitam a invasão da patuleia). Cabe advertir, entretanto, que nem todas as pessoas se comportam consoante as características comuns ao tribalismo. Em muitos não há a agressividade típica da dominação social. Eles são humanistas, pacifistas e respeitadores dos direitos humanos universais.

Antídoto

O antídoto para essa tendência natural à agressividade e à violência reside na educação de qualidade (esmerada). Não se trata de uma garantia absoluta, mas a boa educação tem força para conter grande parcela dos nossos impulsos violentos. “Salvo que uma educação esmerada tenha contido os impulsos naturais, o humano desfruta do ato de caçar bem como do ato de matar” (S. Washburn). A caça gera prazer (tanto quanto o castigo do outro). O espetáculo público da tortura e da morte acontece para que todos possam desfrutar disso (para o prazer coletivo). O caçador tem prazer de caçar e de matar os integrantes dos outros grupos (diz J. Goodall).

Uma prova de que a educação esmerada tem muito a ver com a violência reside no ranking mundial dos países levando em conta a escolaridade, a renda per capita e a expectativa de vida. Estamos falando do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O ranking de 2013 nos revela que os países educacionalmente mais desenvolvidos praticam menos violência. Se a escolaridade se combina com a baixa desigualdade, menos violência ainda acontece. Vejamos: ( tabela com levantamento do iaB )

Como evidenciado pelo levantamento do Instituto Avante Brasil, quando comparados os grupos do IDH com o valor do Gini destes grupos e a taxa de homicídios, percebe-se que quanto maior a desigualdade social (evidenciada pelo Gini) e menor a escolaridade, maior é a taxa de homicídios.

137 Comentários

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Os erros são vários, mas vou pontuar 10:

1- Falta de investimento na Educação Pública.
2- Falta de valorização e remuneração dos professores da rede pública.
3- Falta de organização no sistema prisional que não reabilita ninguém.
4- Falta de aplicação da justiça restaurativa e cumprimento integral da LEP.
5- Falta de programas de reabilitação e ressocialização de ex detento que sem condição de uma oportunidade de trabalho acaba voltando ao crime organizado que o recebe de braços abertos.
6- Falta de valorização dos policiais civis, federais e militares.
8- Falta de maior remuneração para policiais civis, federais e militares, que por causa dos baixos salários, muitos acabam se aliando ao crime organizado ou desanimando da profissão.
9- Falta de politicas públicas visando a pacificação social.
10- Falta de confiança no poder judiciário.

Entre outros. continuar lendo

Adicionaria a falta da certeza do castigo, por mais brando que seja.

Nosso índice de impunidade é absurdo, e NÃO FALO APENAS dos crimes de "colarinho branco". continuar lendo

Perfeito.

Essa certeza do castigo que não estou entendendo. Se a intenção foi dizer que o Corrupto sabe que seu crime acaba em pizza, sim, é verdade. Mas em termos gerais, o aviaozinho, o fogueteiro, o bucha, do trafico, esses sabem muito bem a dureza que é ficar preso. O problema desses é a leviandade com que alguns juizes lidam com o problema sem conhecer a realidade. Se fazem juizes com menos de 30 anos, sem exepriencia alguma de vida. Soltam bandidos que deveriam continuar presos.
Cansei de receber oficial de justiça em Bangu 10, com alvara de soltura, e quando ia tirar o detento da cela para conduzi-lo a presença do oficial, o bandido muitas vezes nao acredita, e exclama: "O JUIZ ME SOLTOU SEU INSPETOR!!??: HAHAHA.
Aí nem pra"cobrar"o"bom cliente", (como são conhecidos os reicidentes) pq na verdade sua surpresa expressava a surpresa de todos os que de fato conheciam seu historico criminal e personalidade. Vergonha alheia mas, é o Brasil.
" O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela " Ze Ramalho continuar lendo

Sérgio, concordo com as faltas, aliás, acredito que se listássemos todas, faltaria espaço...
Além da educação que é a base pra tudo, as políticas públicas também são essenciais,
E além da falta de confiança no poder judiciário, podemos incluir a falta de poder do poder judiciário, quando este é devidamente necessário, as nossas leis deixam muitas "lacunas" onde a maldade encontra espaço para se manter impune frente a estes e outros casos graves, bem graves. continuar lendo

É isso. Mas a correção desses erros só se dará a muito longo prazo. O remédio imediato é a pena de morte, para homicídios quailicados, ou seja, os decorrentes de assalto, de ação do tráfico e de violência sexual. continuar lendo

Mude-se a lei! Que todos os políticos criminalmente condenados ou com processos criminais pendentes, seja qual for o seu quadrante ou nível político, procurem um emprego não estatal, ou façam seu investimento privado, mas que fiquem definitivamente fora da política ativa.
Assim as veias iriam trazer sangue novo, criminalmente limpo, ao coração desta Nação. continuar lendo

Olá, Sr Sérgio, será que esta situação não é do agrado dos governantes em sua maioria.
O BRASIL, esta caminhando a passos largos para esta situação, de intolerância total.
Ab.
Jose Moraes continuar lendo

Falta a pena de morte ! Pois crimes brutais, merecem penas brutais à altura! Pela lei da física um criminoso que não existe mais, não incomoda mais! Mas sempre tem aqueles hipócritas dos direitos dos BANDIDOS p/ vir aqui falar sempre o mesmo discurso do "coitadismo"... Vou dizer uma coisa p/ esses demagogos: Jesus Cristo morreu por um bando de filhos da P... e nem por isso ele conseguiu salvar o mundo da perdição! Então, para o cidadão de bem não sucumbir, o primeiro passo é não respeitar leis ridículas como esse estatuto do desarmamento, pois isso foi criado por um governo criminoso conivente com toda essa vagabundagem. O cidadão precisa ter o direito de lutar de igual p/ igual. Nos U.S um cidadão pode comprar uma metralhadora anti aérea pela internet, e nem por isso sai pelas ruas matando, pois se isso acontecer o único destino p/ ele é a morte! Bandido bom é bandido morto, chega desse papinho de "ressocialização" de bandidão! O país precisa de uma limpeza! Até porque não se pode reciclar um saco de excremento e obter um diamante! Então a mensagem é a seguinte: "Não quer fritar na cadeira elétrica, é só não fazer o mal p/ o próximo!" Pois a maior injustiça é condenar um sanguinário a 30 anos de prisão na pior das hipóteses, sendo que dentro de alguns aninhos ele vai para o semi aberto, enquanto a família da vítima terá que conviver com a dor pelo resto da vida! continuar lendo

Parabenizo pelo comentário, permita-me resumir o seu, educação vem do berço, faltou este, faltou tudo.
Educação é inerente a classe social, não se justifica dizer que sou pobre, não preciso ter caráter, ser solícito, educado com as pessoas, respeitar leis de trânsito, etc, etc, ou, sou rico posso tudo. continuar lendo

Se a falta de educação é responsável pela violencia porque politico que tem educação comete crimes?Assakto a caminhão é a pedido de quem tinha educação e vários casos de crimes são a mando de quem tinha alto nivel e ao contrário da materia que o caso do Brasil não é falta de leoi é falta de lei sim a pessoa pega 30 anos e sai em 4 continuar lendo

Uma das grandes causas não é a ausência de investimento em educação, até por que se forem olhar a PLOA de 2015, está previsto 100 bilhões em investimento nessa área, e nos últimos 3 (três) anos foi investido valor equivalente. Fora que... apesar dos extenuantes discursos, ensaios e livros de nossa "elite intelectual esquerdista" não consigo ver correlação pragmática entre escolaridade e falta de caráter.

Acredito que a grande causa sejam os discursos vitimistas e a impunidade gerada pela condescendência da sociedade que alimenta esse mal em nossa sociedade como alimenta um câncer.

Tributo a culpa disso aos nossos "humanistas vermelhos de plantão". Estou cansado de ver psicólogas que defendem estupradores de crianças, tratando-os como vítimas da sociedade, enquanto ironicamente não seriam capazes de perdoar o cônjuge se o pegasse em adultério.

Tento fugir de um discurso maniqueísta, mas no meu entendimento vejo que assassinos, ladrões e criminosos encontram no Brasil terreno fértil para a propagação do mal e da iniquidade. Pois aqui existe um mal ainda maior, chamado "esquerda". O mesmo mal que é capaz de velar os olhos para famílias mutiladas e estropiadas por assassinatos e estupros, mas que exalta o criminoso, fazendo-o ser visto como herói, e não como o indivíduo digno do repúdio e desprezo social que merece. O mesmo mal que faz uma Presidenta defender e pedir pela vida de um narcotraficante com mais de 30 anos de atividade criminosa, que destruiu famílias e ceifou vidas, mas que é incapaz de levantar um dedo para as milhares de crianças que se tornaram órfãos pela impunidade da justiça brasileira, pelas milhares de esposas que se tornam viúvas jovens e pelos outros milhares de pais que são obrigados a enterrar seus filhos, rompendo a ordem natural das coisas.

Lembrando de Rui Barbosa... "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." continuar lendo

Carlos Guilherme,
Concordo com você. Essa balela esquerdista de que o indivíduo se tornou criminoso, sanguinário, frio e calculista, porque não teve as mesmas oportunidades que tiveram os filhos dos mais abastados financeiramente já se tornou cansativa, repetitiva e está em processo de falência. Milhões e milhões e milhões dos nossos brasileiros honestos e trabalhadores, são pessoas que ganham até um salário (de fome) mínimo, e mesmo assim saem de suas casa ainda de madrugada para o trabalho, e ainda conseguem, muitos deles, devolverem malas com dinheiro que encontram em seus locais de trabalho. Muitos e muitos brasileiros lutaram, trabalharam, estudaram, empreenderam, e conseguiram seu espaço digna e honestamente, mesmo diante das desigualdades e da corrupção gritante em nosso país. Outro dia a Sra. Ministra dos Direitos Humanos chorava ao ver um vídeo onde um bandido de alta periculosidade fora baleado por um policial militar, quando assaltava um cidadão com arma em punho. Até aí tudo bem. Mas o que me indigna e até me irrita nesse país, é que não vemos essas mesmas lágrimas quando um inocente, honesto e trabalhador é trucidado por esses marginais, o que ocorre todo santo dia, com milhares e milhares de cidadãos brasileiros. HIPÓCRITAS. continuar lendo

Irretocável! Nada a acrescentar. continuar lendo

Exatamente. A escolaridade apenas apresenta mais oportunidades. Se assim fosse, poderíamos considerar que muitos agricultores ou pescadores artesanais sem estudo seriam candidatos à bandidos? Porém, acredito que a educação sim, favoreça o desenvolvimento da pessoa humana, entretanto o caráter, é cultural, está no seio da família. E no nosso país ainda prevalece a "Lei de Gerson", o "se dar bem". Os investimentos na educação existem sim, mas nossa cultura é que tem que sofrer mudanças. continuar lendo

Os erros estão na ideologia marxista que vê o bandido como vítima da sociedade, invertendo os valores, fazendo da vítima o algoz e do algoz a vítima.
Com isso, os criminosos se veem muito à vontade para cometer crimes, com a absoluta certeza da impunidade, com leis frouxas e um Judiciário ineficaz e igualmente frouxo. Além disso, o bandido ainda conta com a imprensa (esquerdista em sua grande maioria) que irá defender, a todo custo, os seus "direitos".
Enquanto se protege os direitos dos bandidos, os direitos das pessoas de bem (pessoas que não cometem crimes, que respeitam a vida e bens dos outros) se veem como reféns dos criminosos. continuar lendo

Ivanil, apenas por curiosidade, gostaria que você me citasse uma grande imprensa de cunho esquerdista. continuar lendo

Luis, posso citar várias: O Globo e Folha de São Paulo está bom pra você? continuar lendo

Percebe-se o quão "informado" a pessoa é, quando este coloca como "esquerdista" jornais do estripe da RGT e da FSP. Enfim. continuar lendo

Rafael, seu alienado! Globo e Folha de São Paulo não são esquerdistas?
A Folha de São Paulo é petista!
Vá se informar, cresça e apareça antes de falar bobagens pros outros. continuar lendo

Ivanil, cite-me um conteúdo de cunho esquerdista dessas mídias mencionadas por ti (O Globo e Folha de São Paulo), por gentileza e se puder. continuar lendo

Quero saber, afinal, onde estes grupos midiáticos atuaram para que houvesse alguma coisa relecionada à ideologia de esquerda? Não obstante estes serem partes importantes para a Ditadura de 64 e agora, são partidos políticos anti-governo.

E a pessoa, sem argumentos plauíveis, me chama de alienado e me manda crescer. continuar lendo

De modo geral, se percebe que o Governo não está preocupado em deixar a população consciente do certo e errado, mas sim degradar a nossa educação. continuar lendo

É decerto uma enorme ignorância crer que a elite do país irá dar educação de qualidade para os pobres e miseráveis, pois é com educação que se acaba com todos os privilégios fictícios e injustos. Então esperar que a elite e os políticos que só possuem esses privilégios graças a ignorância do povo vão fazer algo pra mudar esse panorama é muita ingenuidade. continuar lendo

Infelizmente sou obrigado a concordar com o Sr. Felipe Depra. O dinheiro mais mal aplicado, para os governantes, é o que diz respeito a:

EDUCAÇÃO PÚBLICA (os filhos estudam em escolas particulares ou no exterior);
SAÚDE (os hospitais que os recebem, em SP, é o Albert Einstein, Sírio Libanês e HCor);
SEGURANÇA (contrata segurança particular as nossas custas).

Por essas e outras que este país ira ser, em um futuro próximo e distante, terceiro ou talvez quarto mundo, mas a culpa é minha, sua leitor, nossa que permite que pessoas sem caráter governem este país desde sua descoberta. continuar lendo