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24 de Outubro de 2020

“Rouba, mas faz”: os eleitores perdoam os corruptos competentes?

Luiz Flávio Gomes, Político
Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 6 anos

Vários estudos afirmam que o político que rouba, mas é competente e faz coisas importantes para a população, tem longevidade garantida (tanto no Brasil como em vários outros países do mundo todo). Um exemplo paradigmático disso é Paulo Maluf (que possibilitou a ampliação do nosso léxico, dando ensejo a um novo verbo: malufar). Tais estudos indicam que os cidadãos que assimilam essa ideia (competência ligada à corrupção) reduzem, do ponto de vista psicológico, a tensão associada ao ato de votar em político corrupto. É mais frequente do que se possa imaginar o trade-off (jargão usado na economia para dizer que a escolha de uma opção se dá em detrimento de outra) entre a competência e a corrupção. Para quem tem plena consciência do voto, é deveras indigesto votar num conhecido pilhador do dinheiro público. Mas os eleitores fazem isso pensando nos benefícios que já conquistaram ou no que poderão alcançar, em razão da competência do corrupto.

Julivan Vieira (O Globo 22/9/14) cita o estudo comparativo entre Suécia e Espanha (de 2007) feito por Peter Esaiasson e Jordi Muñoz (da Universidade Pública de Gotemburgo), que tomaram como base o prefeito do município valenciano de Vall d’Alba, que protagonizou um escândalo de corrupção ao desviar a finalidade de 13 propriedades imobiliárias. Propriedades agrícolas foram vendidas indevidamente e usadas para fins residenciais e industriais. O prefeito tirou proveito pessoal nessas transações, mas atraiu investimentos e captou dinheiro para o município; construiu escola, centro médico, capela, uma área industrial, piscina pública, centro de atenção ao idoso, uma nova delegacia de polícia e arena de touradas, reelegendo-se com 71% dos votos. Ou seja: os autores concluíram que os espanhois (assim como os suecos), em determinadas condições, preferem o corrupto competente ao honesto incompetente.

O estudo citado foi inspirado em outro similar feito no Brasil por Winters e Weitz-Shapiro, que chegou a conclusões opostas e inesperadas: os brasileiros pesquisados não priorizaram a competência sobre a corrupção (disseram, inclusive pessoas mais humildes ouvidas, que não votariam num candidato corrupto). Quais as razões da diferença encontrada? Primeira: no estudo de Esaiasson e Muñoz foram fornecidas aos participantes informações mais genéricas, mais vagas, mais neutras (não emocionais), sobre o comportamento corrupto do prefeito. No Brasil essas informações foram mais detalhadas, mencionando-se as vantagens obtidas pelo corrupto assim como os altos custos da corrupção. Segunda: não podemos esquecer que o brasileiro padece de um paradoxo descomunal, tal como evidenciado por Eduardo Giannetti (Vícios privados, benefícios públicos?): temos uma imagem bastante favorável de nós mesmos (autoimagem), ou seja, nos sentimos honestos, honrados e probos nos nossos discursos, mas isso nem sempre se converte em ação concreta. O resultado concreto do todo (do País), que conta com vários políticos corruptos reeleitos, não bate com as partes (as opiniões e os discursos dos eleitores).

De acordo com a hipótese trade-off original (de Rundquist et al. 1977, citados por Esaiasson e Muñoz), os eleitores se envolvem em um cálculo racional (?) de custos e ganhos. Trata-se de um mecanismo psicológico que traz um certo conforto para o eleitor que vota num corrupto. É a famosa relação utilitarista do custo-benefício. Custa muito votar num corrupto que faz muitas coisas, mas os benefícios compensam. Tudo isso seria, na verdade, uma irracionalidade, mas com resultados práticos benéficos. Como isso acontece? De várias formas. Uma delas passa pela chamada “redução da dissonância”, evidenciada por Festinger 1957; Aronson 1969 e Pedra 2000, todos citados pelos mesmos autores, que sugerem que os cidadãos reduzem a tensão psicológica associada a votar em um político corrupto, mas eficiente, minimizando a severidade do delito. Quem faz muito pela população acaba contando com sua benevolência (misericórdia), que vê sua corrupção como menos grave. Há uma negociação (coletiva, psicológica) frente à competência e a corrupção. Quando ela é mostrada de forma neutra (menos onerosa), prepondera o lado da competência. Quanto é revelada de forma dura, nefasta (emocionalmente carregada), predomina a rejeição ao corrupto (tal como demonstrou outro estudo na Suécia, de Klasjna & Tucker 2013). Ou seja: conforme a maneira como se evidencia a corrupção, o “rouba, mas faz” tem aprovação da população. Tudo isso seria fruto de um cálculo racional (?) (conforme demonstração de Rundquist et al. 1977). A existência ou não de bons candidatos alternativos também tem relevância (Kurer de 2001; Caselli & Morelli 2004; Bågenholm de 2011).

Rouba mas faz os eleitores perdoam os corruptos competentes

Saiba mais

O estudo de Matthew S. Winters e Rebecca Weitz-Shapiro (sobre a corrupção no Brasil) evidenciou que quanto mais informação sobre ela, menos tolerante é o eleitor com o desvio do dinheiro público. Os brasileiros têm sofrido muito com a corrupção, inclusive depois da redemocratização. Todos os governos da transição democrática ou da redemocratização foram tachados de corruptos (desde Sarney até Lula-Dilma, passando por Collor, Itamar e FHC). Perguntas diretas da pesquisa sobre as atitudes dos entrevistados em relação à frase “rouba, mas faz” sugerem que ela conta com o apoio de uma minoria substancial da população brasileira. Em uma pesquisa de 2000, 47% dos entrevistados disseram que preferiam um prefeito que não era “totalmente honesto”, quando ele resolvia os problemas de um município, enquanto que apenas 40% afirmaram que preferem um prefeito totalmente honesto, mesmo que ele “não seja tão eficiente”. Da mesma forma, uma pesquisa de 2002 encontrou que 40% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “um político que realiza uma série de obras públicas, mesmo que ele rouba um pouco, é melhor do que um político que realiza poucas obras públicas e não roubar nada”.

Por outro lado, há alguns dados que sugerem que os eleitores brasileiros não perdoam a corrupção quando eles são bem informados sobre ela. Um experimento de campo realizado em São Paulo, com eleitores que detinham informações sobre denúncias de corrupção contra dois candidatos a prefeito, produziu algumas evidências de que os eleitores podem votar contra políticos corruptos ou então optar por não ir às urnas. Em um levantamento nacional (feito pelos autores deste estudo) os resultados não confirmam a alegação do trade-off (eleição de um item em detrimento de outro) entre competência e corrupção; são mais consistentes com a hipótese de que um problema de informação explica a difusão continuada de corrupção política no Brasil (ou seja: quanto mais informação, menos leniência com a corrupção). No experimento da pesquisa, em vez de perguntas diretamente inquirindo seus pontos de vista sobre a corrupção, foram distribuídos aleatoriamente para cada entrevistado áudios com 12 vinhetas diferentes, variando a informação que recebia sobre o passado corrupto hipotético de um político e sua competência geral no fornecimento de obras públicas. O personagem Gabriel foi colocado no centro das respostas. Variaram-se também as informações sobre partido do político. A conclusão foi: quanto mais informação sobre a corrupção, menos tolerância do eleitor.

A percentagem média dos entrevistados que acreditam que Gabriel votaria em um candidato descrito como não-corrupto é de 78%, mas apenas 19% acreditavam que ele optaria por votar em um candidato corrupto, uma diferença de quase 60 pontos percentuais. Em uma das questões, quando informados de que o prefeito era honesto mas incompetente, 62% se mostraram propensos a acreditar que o personagem na questão votaria neste candidato. Em contraste, somente 28% dos entrevistados votaram pelo corrupto, mas competente. Essa diferença percentual de 34 pontos vai no sentido oposto do que a hipótese de trade-off poderia prever. A reação negativa à corrupção entre a amostra é, em média, muito mais forte do que a reação positiva ao desvio de bens públicos.

O “rouba, mas faz” (“roba pero hace” ou “he steals but he delivers”), como se vê, está incrustado na alma dos eleitores. Em 2012, agrega Julivan Vieira (citado), os pesquisadores Marko Klasjna e Joshua Tucker, trabalhando sobre a mesma hipótese na Suécia e na Moldávia (de alta corrupção), constataram que os eleitores moldavos estavam dispostos a apoiar políticos corruptos quando as condições econômicas são boas. Em outras palavras, os moldavos (de alguma forma) aceitam também o “rouba, mas faz”. Esta pesquisa detectou ainda a predisposição do eleitor em fazer julgamentos menos severos dos políticos pertencentes ao seu partido preferido. O eleitor acha que esse político é menos propenso à corrupção. Se se trata de político de outro partido, o julgamento foi mais duro.

Na Suécia o resultado apresentado mostrou que os suecos culpam os políticos pelo agravamento das condições econômicas da população, independentemente do nível de corrupção. Em outras palavras, não há nenhum efeito de interação (não há aqui o trade-off). Inquiridos, os moldavos, no entanto, culpam a corrupção somente quando a economia do país vai mal, mas não quando a economia está boa (ou seja, há uma interação entre a má corrupção e uma economia ruim). Em termos absolutos, os entrevistados suecos são geralmente mais sensíveis (mais críticos) tanto para a situação da economia quanto para a corrupção. Por fim, a interação entre a economia ruim e a corrupção é decididamente maior na Moldávia (há o efeito trade-off com mais evidência na Moldávia).

De acordo com a interpretação destes resultados, para os suecos qualquer desvio no desempenho ideal é suscetível de ser punido. O fato de que nós encontramos esse comportamento em um país onde a corrupção é rara, sugere que isto pode ser visto como reflexo de um equilibro no assunto corrupção. Nesses casos, um destaque negativo sobre corrupção e/ ou a economia é imediatamente punido. Isto, por sua vez, cria fortes desincentivos para o envolvimento com a corrupção e/ou uma má gestão da economia, e, provavelmente, cria fortes desincentivos para um tipo de pessoa ruim (tanto desonestos como incompetentes) concorrer a um cargo político (efeito de seleção).

Na Moldávia, constatou-se que os eleitores são mais rigorosos quando o político vai mal nos dois itens: corrupção e gestão econômica. O crescimento dos casos de suborno (neste país) é galopante e a percepção dos funcionários corruptos é generalizada. Nesse ambiente, um registro incorreto sobre a corrupção não é notícia; ele fornece pouca informação sobre o político, além do fato de que a corrupção é apenas “mais do mesmo”. O mesmo é válido para o efeito da má economia. No entanto, uma economia ruim juntamente com a corrupção pode revelar informações adicionais sobre o político: o político está falhando em dois campos, ao invés de um. Se o político vai bem em pelo menos um campo (da honestidade ou da boa economia), é mais facilmente perdoado. Se vai mal nos dois, é tendencialmente julgado com severidade.

124 Comentários

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Infelizmente essa é a nossa realidade, uma mistura de perdão e falta de opção.
Aqui se vota no menos pior e não no melhor!
E digo mais, há quem escolha o que 'rouba, mas faz', mas há também aquele que escolhem o que 'rouba e não faz'.
É um pais que não caminha para frente, está parado no tempo, dando meia volta.
Precisamos de uma reforma política, uma reforma social, as pessoas precisam de educação, a ignorância leva o povo à fazer escolhar ruins. O governo não quer seu povo mais inteligente. continuar lendo

Perdão com falta de opção!! Na mosca!!!
Infelizmente ainda não entendemos que os políticos não vem de Marte, Venus, da Lua, de Saturno...eles saem do povo. São apenas uma pequena amostra do nosso povo.
Se a grande maioria do povo fosse honesta, seriamos um outro pais.
Somos tão desonestos que aqui tem um ditado popular que diz tudo: Brasileiro é honesto, trabalhador, pacífico, criativo e bondoso.
Confundem malandragem com criatividade, confundem povo "inerte" com pacífico, confundem "trabalho braçal" com trabalhador (não estou dizendo que trabaho braçal não é trabalho, mas o trabalho dever ser visto em sentido amplo - estudar, fazer os filhos estudarem, etc.) e por fim, dizer que um dos países mais corruptos domundo o povo é honesto, é piada.
Já ia me esquecendo, confunde ser otário com ser bondoso. continuar lendo

o que falta no povo brasileiro é vergonha na cara.
Se o povo brasileiro tivessem coragem, vergonha, conhecimento, estudo, já teria tirado todos estes safados do poder.
Votaria em quem nao tivesse ficha suja,
Tiraria no mínino êrro o politico do cargo,
Exigiria seus direitos na marra e se nao fosse atendido exigiria a saida do funcionario público corrupto
Como o povo é covarde, só pensa em futebol, loteria e novela, o que se vê é esta cambada roubando o Brasil na cara dura.
E pior, cada brasileiro quer uma boquinha no governo.
Faz parte da cultura do brasileiro este tipo de ação. continuar lendo

Aqui no site, todo mundo reclama, bota a boca no trombone, fala isto, fala aquilo.
Na hora de fazer valer os direitos, exigir, fazer passeata (pacífica) reclamar, onde está voce ? :
olhem as respostas:
tô Vendo novela, agora nao posso, nao vai dar em nada, depois eu vejo, são bagunceiros fazendo protesto, nao adianta,
e assim vai.
Cade Voce brasileiro que se diz patriota mas só pensa em cerveja futebol e pinga ? continuar lendo

O atual ministro da Justiça, respondeu a estas pro fraseadas indignações. Pois neste sistema político administrativo do Brasil todos querem se dar bem desde que a conta seja paga pelo povão. Parece que as tentativas de acessar e perpetuar nos cargos públicos do Brasil responda pelas benevolências do Estado. continuar lendo

Num cenário onde todos são muito ruins, os "mais ou menos" se tornam ótimos. continuar lendo

os mais ou menos são tão ou piores.
Acabam sendo "maria vai com as outras" e aprendem logo o vicio de roubar

Não existe meia-gravida
Não existe politico meio honesto.
OU É HONESTO OU NAO É.

Brasileiro gosta de meio a meio, continuar lendo

Penso que o fato de boa parte da população ser pouco letrada e não ser devidamente informada pela midia, causa esse tipo de acomodamento em relação aos políticos.
Lembro quando surgiu o Dr.Enéas Carneiro,médico-cardiologista,além de matemático e fisico tentando ser presidente do Brasil.Participou por três vezes (se não estou enganado) da disputa para a presidencia da republica, sendo derrotado para nosso azar, já que via nele uma pessoa com totais condições de nos presidir.
Até hoje,mesmo que apareça algum candidato honesto,é muito dificil que seja reconhecido pela grande maioria do povo brasileiro se não tiver o apoio da midia ou então de algum "marqueteiro" profissional.
Só quando educarem as crianças brasileiras é que teremos um povo com discernimento do que é certo ou errado ! continuar lendo

Sérgio com toda razão, porém penso que concluí algo que se nos escondia, será que o povo brasileiro não está enfermo?
Sim.., alguma coisa que se relacione com a conhecida "Síndrome de Estocolmo", porque é simplesmente impossível aceitar passivamente que um povo são inteiro "bata palmas" para esta conduta política e administrativa. continuar lendo

O eleitor brasileiro por si só é um alienado politico, em outros termos um analfabeto politico, sendo que a casa processo eleitoral o povo esquece de fatos ocasionados por aqueles políticos eleitos que ao invés de olhar a administração pública como um todo apenas à enxerga de forma individual; É comum em nosso país que os políticos eleitos tanto na esfera federal, estadual e municipal, não legislam para o bem comum, e sim legislam em causa própria, e isso se estende também para aqueles eleitos para os cargos de Chefe do Executivo federal, estadual e municipal.
O eleito brasileiro por conta de ser um alienado politico esquece de acompanha o dia a dia dos políticos que ele elege e os outros que também esta envolvido no processo em nosso processo democrático; política em nosso país virou uma disputa iguais aos do campeonatos de futebol, o importante e que ganhe não importando se ele eleitor irá tirar proveito concreto ou social daquela situação.
Apenas dizer que meu candidato rouba mais faz! É não pensar quanto ele deixou de ganhar em segurança, saúde, educação entre outras obrigações do Estado, pois a corrupção é como osteoporose que só sentiremos seus efeitos bem mais a frente, onde nós estamos plantando uma geração futura insustentável economicamente onde, nossos filhos e netos terão poucas oportunidades na vida. É só olharmos para o passado recente para constar isso. continuar lendo

Amigo,o Brasil está sequestrado,sequestro ideológico de 75% da população,que é a maioria,são analfabetos funcionais,é com essa ferramente que eles sequestraram a nação,.A Ignorância é o melhor portão para o crime organizado internacional comunistas.Eles atacam de democratas e nunca se velam comunistas assassinos e ladrões.Quem de nós espera um reviravolta desta natureza comunista no Brasil e na América Latina? Estamos sequestrados por um só partido:MDB,dividido emtre três partidos majoritários,PMDB,PSDB e PT,quem comanda o crime organizado com apoio dos nanicos.Recebem instruções internacionais de Cuba,Rússia e China. continuar lendo

Joaquim Caldas disse quase tudo. Pensem que desde a entrega do poder pelos militares aos civis, com a eleição de Tancredo Neves em 1985, o PMDB NUNCA mais lançou candidato à presidencia da republica.E qual é o motivo disso? Simples; o partido (pmdb) governou até agora com TODOS os presidentes eleitos desde Sarney,Color,Itamar,FHC,Lula e Dilma, participa de varios ministérios, indica presidentes e diretores de várias estatais, e NUNCA corre riscos quando a política economica do país vai mal, como acontece hoje por exemplo.A culpa sempre recairá sobre os ombros do partido do presidente no exercicio das funções, e NUNCA dos principais aliados.
Deveriam os filiados do PMDB, exigirem de seus lideres a participação em todos os niveis, principalmente que concorra com candidato proprio à pres.da republica.
E estamos sim com risco de uma comunização em curso no Brasil,tal qual ocorre na Venezuela, e esperar para ver caso não consigamos expurgar o PT do poder. continuar lendo

Existe corrupto competente? continuar lendo

A barbárie não resume infelizmente nestas 4 crianças: Aracelli Cabrera Sanches - Isabella Nardoni - Madeleine McCann - Guilherme Caramês Tiburtius, poderia até citar outro de notoriedade, o caso do menino Otta, da Vila Carrão, aqui na Capital de São Paulo e uma infinidade no anonimato, cujo resultado da violência não é localizável numa determinada classe social pois é fruto de uma sociedade doentia. Uns pela cobiça por desvio de comportamento sem medir a gravidade a começar pela falta de consciência e de regramento que implicasse no controle do comportamento humano como fator inibidor a exemplo de pena mais contundente; num outro caso, vejo a violência doméstica de pais despreparados com alto encargo de responsabilidade que infelizmente não possuem, falta religiosidade. Se levarmos para as micros células que representam a família o que dirá numa sociedade quando deparamos com 2 (dois) impasses- a) uma considerando uma sociedade doente sem medicamento exemplar na medida da violência; b) outra seria a mesma sociedade vitima do seu próprio sistema que também é doente mas que procura prover a compaixão certo que este mesmo sistema em algum momento será merecedora desta mesma benesse, como houvesse uma troca prevista e calculada. O mais grave sem julgar a razão que leva-se a este trauma social em nenhum momento procura-se punir o infrator mas na verdade o que se procura e não punir o sistema. Olha o mensalão falava-se em desvio de milhões, era um escândalo, quando hoje então deparamos com a Petrobras falamos em bilhões, degradação Institucional e humana, não? E aquela não foi?; a questão que coloco:- quando estas pragas em nossa terra irão parar? Pois ficamos pasmos pelo grau de responsabilidade daqueles que de algum forma participam de uma situação por mais evidente que seja por outro lado reduzem a nossa capacidade de discernimento a acreditar num passe de mágica que nada aconteceu aí posso dizer ,como dizem os intelectuais tratar-se de mera questão cultural. Não tem bonzinho. Ora veja o que significariam 100 Bilhões investidos em comunidades carentes , na própria sociedade, viabilizando Educação, Saúde , Segurança e inserção social. O que significaria esta cota parte a cada marginalizado que não teve condições financeiras e econômicas de seus ancestrais e suas propriamente dito para formar-se um cidadão, um técnico, um professor, um médico , um engenheiro, um Juiz etc. Quantas oportunidades esquecidas pela indiferença? Pensando de outra forma se tivéssemos maturidade, controle e responsabilidade pela coisa pública ou melhor com o uso do dinheiro público , então quantas pessoas seriam beneficiadas, ou quantas gerações seriam salvas , inseridas na sociedade de forma respeitável e renováveis com projeções futura e positiva na sociedade. Assim mudando o sentido do relógio, pois o tempo corre contra nós. Sei que enquanto uma minoria enriquece com desvio de dinheiro público, mergulhada numa ilusão pueril e passageira, mesmo sob o estigma de caixa para nova campanha política, às vezes até condenável por improbidade pela Justiça , na contramão de um entendimento que espera-se linear e justo a mesma Justiça os isentam de Ficha Suja propiciando o continuísmo potencialmente a praticar os mesmos desvios , então não estaria no bojo desta discussão o elemento dolo, pois em que pese os respeitáveis construtores da nova jurisprudência pensarem ao contrário colocando a culpa ao acaso ou num inesplicavel tecnicismo porque então condenar o autoritário a devolver ao erário aquilo que deveria ser investido a sociedade e não surrupiado . Senão é dolo:- Devolver o quê?Por quê? Para quem?Em outra circunstância e momento histórico, infelizmente negativo, trazidos pelos olhos da imprensa, no caso do TRT/SP, o que uma pessoa em sâ consciência é capaz após chegar na velhice, creditar sua vaidade pessoal, ultrapassando o limite do razoável, são verdadeiros cegos da razão humana, sem o mínimo senso de alta crítica, passar por garotão ridicularizando a própria idade, demonstrando o estado patético para não dizer ridículo fruto da falta de limite permitindo que as meras fantasias e ilusões propiciem ostentar com dinheiro público, com chapéu alheio (sociedade), aquisições de imóvel e/ou entorno de 20 (vinte) ou mais carros de alto valor econômico , sem considerar outro tanto , de recursos públicos desviados, usados em interesses pequenos e próprios; e aquele que ao embriagar seu ego , mesmo na condição de autoridade atropelam pessoas inocentes que só esperavam a condução num ponto de ônibus? ;o que dizer então daquele que promete devolver 70 (setenta) milhões, quem não me diz ser mais, justificando ser Deus diante da pobreza de caráter que enoja a gabar um futuro melhor: Será de meses? Ano? ou no máximo uma década em detrimento a toda uma sociedade. Será que as conseqüências impensadas não darão conta ao destino deste vilão da sociedade num futuro a experimentar pela herança da sua própria falha social a compensar a conseqüência desastrosa por cada alma que não permitiu numa existência que levasse uma vida melhor e digna numa sociedade mais unida, forte, saudável, fraternal e desenvolvida. Estes desvairados infelizmente estão adormecidos não entende que a sua felicidade depende da felicidade do seu próximo, então o que dirá ante a eternidade diante inúmeras almas que prejudicou ceifando a esperança muitas vezes com a morte prematura de jovens inocentes ou ainda em tenra idade de uma criança nascida numa sociedade em que estes vermes colaboram para o seu estado febril. Desta forma, os que acreditam no por vir o futuro a Deus pertence, mas aqui o único lenitivo medicamentoso que vejo seria pena a prisão perpetua, uma cominação inquestionável pela gravidade cometida aquele que mata ou na mesma proporção aqueles que destroem o sonho e a oportunidade daquelas criaturas marginalizadas há seculo e desfavorecidas que são ignoradas porém participam deste ciclo vicioso muitas vezes protagonistas de crime assombroso vitimas da mesma sociedade calcada por homens falíveis a imagem e semelhança de parte de um Congresso corrupto e covarde. (Flávio Aronson Pimentel). continuar lendo