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17 de Outubro de 2019

Zona 30: uma das soluções para a brutal mortandade no trânsito

Luiz Flávio Gomes, Político
Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 5 anos

A velocidade máxima em várias avenidas de SP será de 40 km/h (a partir de 15/12/14). A medida visa a garantir maior segurança no trânsito e evitar mortes de pedestres e ciclistas. O mundo todo civilizado já cuidou desse assunto. Finalmente o limite de velocidade em zonas urbanas está se alastrando no Brasil. As campanhas Zona 30 nos países avançados são constantes. A redução no número de mortes é impressionante. Com atraso, os países periféricos (como o Brasil) vão se modernizando. A mudança de mentalidade não é tarefa fácil. Os carros velozes estão ligados diretamente à testosterona. É uma das formas de provar nossa masculinidade. Muita gente não concorda com esses limites na velocidade. Mas é o progresso, é a civilização que está chegando. No caso brasileiro, essa civilização se tornou imperiosa porque somos um país genocida, que mata, no trânsito, entre 45 mil e 60 mil pessoas por ano (os números do Datasus e do DPVAT são desencontrados).

O motorista brasileiro (em geral) acredita que pode enfiar o pé na tábua (ou a mão na máquina, no caso dos motociclistas) porque nossa fé em Deus nos protege do perigo (DaMatta et alii: 2010, p. 53). Nada mais equivocado, porque essa fé conduz ao desenvolvimento de um estilo de dirigir extremamente perigoso, que denota no motorista um certo ar de superioridade, à moda de dona Carlota Joaquina, que exigia (inclusive nas vias públicas) que todos se ajoelhassem para ela (DaMattaet alii: 2010, p. 56).

Zona 30 uma das solues para a brutal mortandade no trnsito

Quanto menor a velocidade, mais vidas preservadas. Todas as vezes que vou a Florianópolis, Salvador, Maceió etc. Sempre fico imaginando como vamos conseguir uma convivência pacífica e não mortífera nas suas lindas orlas? E por que isso não poderia valer também para a Avenida Paulista em São Paulo e tantos outros lugares? Como imaginar os espaços urbanos sem nenhuma morte, sobretudo em razão dos brutais atropelamentos de ciclistas, motociclistas e pedestres. Como os pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas poderiam conviver em um ambiente bastante seguro, menos poluído (cada 5 carros com motor flex a gasolina lançam 1 kg de CO2 na atmosfera – Folha de S. Paulo de 05.04.11, p. C3), com menos ruídos e sem acidentes fatais? Quando nós motoristas vamos entender que o espaço público não é exclusivo dos veículos? Tudo não passaria de uma utopia? Seria uma ideia maluca? Nada disso.

Diminuição da velocidade: essa é uma das soluções. Extremamente econômica e saudável. No Brasil, se considerarmos o quanto resistimos a uma medida tão trivial como o uso do cinto de segurança, talvez sejam necessárias várias décadas para se disseminar a ideia da velocidade baixa. Na Europa, tudo isso já é realidade em várias cidades e, em menos de uma década, calcula-se que a medida vai valer em todo seu território. Do que estamos falando? Da zona 30, ou seja, limitação da velocidade dos veículos a 30 km/h nos chamados “cascos urbanos com grande concentração de pedestres”, isto é, em zonas de grande movimento de veículos automotores, motociclistas, pedestres e cliclistas. Em lugar de pedágios, muito mais salutar e econômica é a zona 30. Em alguns países, como o Reino Unido, que usa a métrica milhas/por hora, a campanha recebe o nome de 20´s plenty for us. Em São Paulo, como vimos, a partir de 15/12/14, em várias avenidas o máximo será de 40 km/h.

Ainda estamos longe da Zona 30, mas só com algumas reduções de velocidade na cidade de SP já se conseguiu 27% de redução no número de acidentes nas vias com velocidade menor (O Estado de S. Paulo de 21.05.11, p. C11). A redução da velocidade nos centros urbanos constitui uma providência civilizadora que revela a superação (nessa área) da nossa vulgaridade (de ver os outros apenas como corpos, não como seres humanos, integrantes de uma família). Cada alta de 1 km/h basta para elevar em 5% o risco de mortes (diz Eric Howard, especialista australiano – Folha de S. Paulo de 19.06.11, p. C7). Presente em incontáveis cidades ingleses e espanholas (El País de 28.12.12, p. 22; El País de 19.09.10, p. 17), na zona 30 o cidadão já não é tratado como meropedestre mortável (exterminável). Em Pontevedra (Espanha) a medida já vigora há 6 anos. Nenhuma morte mais por atropelamento aconteceu. Mais de 70% dos motoristas ingleses estão apoiando a medida (porque estão conseguindo trafegar com maior velocidade que antes).

Em 2011, a Noruega reduziu em 20% o número de mortos no trânsito. Letônia, em 18%. Espanha, em 17%. Bulgária, em 15%. Romênia, em 15%. No Brasil, desde 2000 nosso aumento anual é de 4%. É hora de acordarmos para um novo mundo, mais civilizado e menos banalizado. O ato de dirigir é um dos que nos exige mais responsabilidade. Muitos, no entanto, não têm consciência disso. A baixa velocidade é uma medida menos radical que a proibição de circulação do veículo ou mesmo que a instalação de pedágios urbanos. Ela atende o interesse do motorista assim como a política preventiva de redução de acidente e/ou morte no trânsito (estimulada pela ONU). Do projetoacorda Brasil faz parte a redução da velocidade, sobretudo nos centros urbanos.

Zona 30 uma das solues para a brutal mortandade no trnsito

Saiba mais

Estatística divulgada pelo Observatório de Segurança Viária da Espanha (El País de 19.09.10, p. 17) dá conta do seguinte: se um carro trafega a 30 km/h, 30% dos atropelados saem ilesos, 5% morrem e 65% ficam feridos. Se o carro trafega a 50 km/h, somente 5% saem ilesos, 45% morrem e 55% ficam feridos. Se o carro trafega a 65 km/h, ninguém sai ileso, 85% morrem e 15% ficam feridos. Se o carro trafega a 80 km/h ou mais, ninguém sai ileso e (praticamente) 100% morrem (El Pais de 19.09.10, p. 17).

Como se vê, a redução da velocidade (sobretudo nos centros urbanos) reduz a sinistralidade assim como a mortalidade. As ruas têm que ser devolvidas civilizadamente aos pedestres e ciclistas, sem proibi-las ao motorista, criando-se um ambiente de convivência pacífica entre eles e os motociclistas e motoristas. O motorista brasileiro (sobretudo os aristocratizados), além de apressado, acha que tem prioridade. Os pedestres, por sua vez, são impacientes. Estabelecido o conflito entre a pressa e a impaciência, claro que estes últimos (os pedestres) saem perdendo. Estudos realizados no Reino Unido, Alemanha e Nova Zelândia “reconhecem que a pressa e a ansiedade fazem o pedestre seguir de acordo com a própria conveniência. Os pedestres não resistem esperar por mais do que 30 ou 40 segundos” (Luiz Carlos Mantovani Néspoli, Folha de S. Paulo de 28.01.13, p. C9). A zona 30 se apresenta como solução para o conflito espacial entre pedestre e motorista, entre ciclista e motorista ou motociclista etc.

Menos mortes, menos feridos, menos ruído, menos contaminação atmosférica, menos destruição das árvores e do verde, menos restrição ao ato de viver em paz. Cidades sustentáveis. Imaginar esse cenário efervescente e bucólico ao mesmo tempo no Brasil, no entanto, é uma quimera, porque sabemos que o brasileiro, no volante de um veículo, em geral (há exceções, claro) é um nazista, um fascista (DaMatta et alii: 2010, p. 8). O carro aqui se transformou em prova de virilidade e masculinidade, porque está “ligado” à testosterona. Ele tenta impor, também no trânsito, as suas antirrepublicanas superioridades hierárquicas, desrespeitando a igualdade do trânsito. É hora de todos nós nos conscientizarmos e superarmos nossa boçalidade e vulgaridade. A mortandade no trânsito brasileiro faz parte de uma guerra civil macabra, que parece nunca ter fim. Nossa reeducação tem que passar (a) pela reeducação democrática (respeito ao princípio da igualdade), (b) pela reeducação cultural (cultura da obediência à lei, que se choca com a concepção aristocrática e hierarquizada da nossa sociedade) assim como (c) pela reeducação religiosa (o fé em Deus e pé na tábua conduz à imprudência, à fatalidade) (DaMatta et alii: 2010, p. 75 e ss.). Grandes desafios desafiam também grandes administradores e grandes povos. Vamos fundo e pé na tábua nesse programa de reeducação.

Outras medidas para a redução das mortes

Para conter o excesso de velocidade assim como os acidentes, a Irlanda do Norte tem divulgado muitos vídeos, produzidos pelo DOE (Departamento governamental do Meio Ambiente da Irlanda do Norte). Fazem parte da campanha de segurança rodoviária (“Road Safety Advertising and Publicity”-http://www.roadsafetyni.gov.uk/), desde 1994. Destacados pelo poderoso caráter reflexivo, os vídeos publicitários estão dentre as medidas educacionais mais exploradas na Europa. Isso não ocorre por acaso! Se um vídeo desperta no cidadão a conscientização sobre seus atos, consequentemente, previne acidentes.

Quanto mais velocidade, mais tragédia. Uma campanha lançada em 2007 e intitulada “The faster the speed – the bigger the mess” (Quanto maior a velocidade, maior o estrago –http://www.northernireland.gov.uk/news/news-doe/news-doe-april-2007/news-doe-launch-of-mess.htm), é um exemplo disso. Ela provoca os telespectadores (até mesmo inconscientemente) e leva todos nós a refletir sobre uma das principais causas de mortes no trânsito em todo o mundo: o excesso de velocidade. O excesso de velocidade representa 30% dos acidentes e mortes no trânsito nos países desenvolvidos e 50% dos acidentes e das mortes nos países em desenvolvimento ([1]).

Safety Tutor. Com o intuito de diminuir drasticamente o número de mortes e acidentes no trânsito, em decorrência de abuso na velocidade, vários países da Europa (tais como, Holanda, Inglaterra, República Tcheca e Áustria) perceberam que apenas o sistema de radares não era o suficiente para inibir o motorista imprudente. Nascia, então, na Itália (em 2004), um novo sistema controlador da velocidade média, chamado Safety Tutor. Além do tradicional sistema de radar (conhecido por Velox, na Itália), que mede a velocidade instantânea de um veículo num determinado ponto, desenvolveu-se, em paralelo, o “Safety Tutor”. Este sistema difere dos radares convencionais. Sua função não é calcular a velocidade instantânea (que muitas vezes pode ser dissimulada para evitar as multas e pontos na carteira de motorista), mas sim a velocidade média de um veículo num determinado trecho da estrada (normalmente trechos de 10 a 25 kms). Nestes trechos existem os chamados “portais” com câmera, responsáveis por captar a imagem e o horário que o veículo passou, para, então, calcular sua velocidade média entre os “portais”.

Suponhamos que o limite de velocidade de uma determinada via seja 110km/h. Um veículo passa pelo km 10 da estrada e o portal registra sua passagem às 13h30m; ao passar pelo portal seguinte, no km 30, o sistema registra novo horário, 13h40m. Neste momento o sistema calcula a velocidade média neste trecho de 20km e verifica que o condutor levou 10 minutos para percorrer 20km, ou seja, uma velocidade média de 119km/h. Considerando que o limite daquela estrada era de 110km/h, o sistema gera automaticamente a multa e remete para o motorista. Operante desde 2004 e ativo (em 2013) em aproximadamente 2.600 km de autoestradas italianas (ou seja, em praticamente 39% do total das autoestradas administradas pela “Autostrade per L’italia”), o “Safety Tutor” revela dados absolutamente favoráveis e animadores. Informa o site oficial “Autostrade per L’italia” que, em apenas 12 meses de funcionamento do sistema, houve uma redução de 51% no número de fatalidades, 27% dos acidentes com feridos e, ainda, redução de 19% dos acidentes totais das estradas italianas. Medidas grandiosas e desta magnitude não são aplicadas no Brasil. Por aqui, somente pequenas ações são tomadas no que diz respeito à Segurança Viária.

Enquanto nos contentamos e vangloriamos com anúncios de pequenas dimensões no tocante às melhorias no trânsito, o país precisa de uma verdadeira revolução neste setor, uma sólida Política Pública voltada para a Segurança Viária, já que morreram mais de um milhão de pessoas nos últimos 30 anos (veja Instituto Avante Brasil). Precisamos urgentemente de uma Política Pública de Prevenção de Mortes no Trânsito. Lidar com a questão do excesso de velocidade e pensar neste sistema, vitorioso na Itália e em vários outros países da União Europeia (“Safety Tutor”), já seria um grande começo. Em razão da experiência de outros países, apenas e tão somente nosso convencional método de controle de velocidade (sistema de radares) não é eficaz (como deveria) na prevenção de mortes e acidentes no trânsito. Além da adoção de um Sistema como o Europeu, faz-se necessário ainda investir massivamente em campanhas publicitárias voltadas para a Segurança Viária, com a elaboração de vídeos impactantes, com caráter fortemente educativo e de conscientização. Exceder o limite permitido é agir com imprudência e desrespeito a si próprio e ao próximo! As campanhas, como se vê, podem gerar bons frutos, mas no Brasil o que se faz é o contingenciamento da verba para isso (O Globo de 12.03.11, p. 11)

[1] Dados divulgados em 02/02/09 pela ABETRAN (Associação Brasileira de Educação de Trânsito), retirados a partir de uma entrevista com o Prof. Dr. Antônio Clóvis Pinto Ferraz, o Coca, da Universidade de São Paulo (USP), especialista na área de trânsito e transportes (para ler a matéria na íntegra, clique aqui).

P. S. Participe do nosso movimento fim da reeleição (veja fimdopoliticoprofissional. Com. Br). Baixe o formulário e colete assinaturas. Avante!

33 Comentários

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Velocidade ridícula. Um exemplo carioca: imagine alguém que more em Santa Cruz e Trabalhe no Botafogo, são cerca de 60 km, cheios de semáforos e outras situações que obrigam o veículo a parar (de fato), rodar a 30 km/h resultaria em tempo de deslocamento superior a 2 h por trecho (além das paradas obrigatórias, ainda há trechos mais engarrafados).

Lembro que o veículo, nesta situação 30 ou 40 km/h, está trabalhando muito fora de seu regime de rendimento máximo, ou seja, ele acaba sendo muitíssimo mais poluente por km rodado do que se estivesse trafegando a velocidade que lhe permitisse manter rotação de cerca de 2800 a 3200 rpm (uma faixa ótima usual para veículos com quatro cilindros de quatro tempos) em overdrive (maior marcha, 5ª ou 6ª).

Não adianta falar que a pessoa deve procurar morar perto do trabalho, pois quando se tem uma família com mais de um membro economicamente ativo, é difícil achar boas oportunidades de emprego co-localizadas. E ainda há o caso de se trabalhar em locais em que a inflação imobiliária torna aquisição de imóvel próximo ao trabalho proibitivo.

Como o transporte público é de péssima qualidade, chegando a ser insalubre (no Rio, muito poucos ônibus tem condicionamento de ar "Rio 40 Graus te lembra alguma coisa?", sem contar que a taxa de ocupação implica em muitas viagens em pé) e demorado. Moro a 13 km de meu trabalho, de moto faço em 25 min, sem correr, pois o caminho é quase todo em via expressa, de carro, com menor mobilidade, faço em 40 mim, e de ônibus, com 2 baldeações em 2 h e 10 min.

Ou seja, no Rio o transporte público é para pobre e sem opção, pois ao usá-lo, jogam se fora 3 h e 40 min por dia de trabalho (o tempo adicional em relação ao deslocamento realizado com motocicleta para ida e volta). continuar lendo

Bem colocado, Achille! Jurista não tem muita autoridade para falar de mecânica de automóveis e engenharia de tráfego, hein Luís Flávio? Reduzir velocidade pra evitar mortes é o mesmo que tirar as armas da polícia e trocá-las por estilingue para evitar que policiais matem gente! Cada uma que aparece! continuar lendo

Caro Sr. Acompanho constantemente seus comentários e matérias, e entendo suas posições. Ocorre que tenho a oportunidade de constantemente viajar para diversos países, e a lei lá é dura e não aceita jeitinho, então todos respondem. Ocorre que o colega deixou de dizer que lá também existe as condições necessárias de trafegabilidade, com acessos e vias em condições ótimas, nem precisamos falar de nossas ruas, avenidas e estradas.
Para se exigir, é preciso oferecer condições. O que aqui não existe. O que existe é meramente arrecadatório. continuar lendo

Ao abrigo do "problema de atropelamento" a pedestres ,e acidentes, o que menos se cogita é a realidade.

O Departamento de Trânsito em geral, é um antro de desonestidade e de propinas. Ato contínuo, quem obtém licença para dirigir não é quem "sabe dirigir", mas sim "quem paga para ter a licença"; aí está p problema com acidentes e atropelamentos.

Fica-se fazendo coisas fantasiosas e "punindo" aqueles que aprenderam a dirigir ter que voltar a dirigir exatamente como quando estava na "auto escola". Julga-se invertido, julga-se os bons pelos maus.

Semelhante a sair "pintando" uma faixa vermelha nas ruas e "propagar a plenos pulmões" estar construindo CICLOVIAS.

Cada vez mais se vê no comando da Prefeitura de São Paulo, um despreparado mais desqualificado.

A partir da "era" da Prefeita Luiza Erundina, que instituiu os "camelodromos" em São Paulo, esta maravilhosa cidade só piorou.

Quem sabe se o Deputado mais votado por São Paulo, o nosso querido Tiririca, possa ganhar o próximo pleito e "concertar" a bagunça.

Vamos Crer! continuar lendo

A proposta a primeira vista parece ser viável, atrativa, mas não se sustenta em uma segunda análise, pois como é sabido, o Brasil não possui estradas adequadas, nem a cultura necessária para se adequar a tal limite de velocidade. Os Europeus, mesmo com toda tradição e respeito as leis de trânsito usuais, não conseguem cumprí-la, necessitando de medidas drásticas, como a acima proposta, para minimizar as sequelas do crime nas estradas, imagine o caos que não seria a implantação no nosso País. O que serve para os outros, não rara das vezes não se adequa a nós. Precisamos sim, de leis mais duras para os infratores de trânsito, com imediata suspensão ou perda do direito de dirigir; multas expressivas monetariamente, que gerem temor fundado nos bolsos dos brasileiros, e um judiciário que mantenha na cadeia os criminosos que matam e mutilam no trânsito. continuar lendo

Prezado : Dúvida : Os limites serão válidos para Magistrados também??? continuar lendo

Alguém parou para pensar na industria de multas ou sera que só eu é que tenho a mente poluída e desonesta. Se o problema fosse salvar o pedestre bastaria leis rigorosas e sem jeitinho como bem notaste (Marcelo da Costa Honorato). Mas acho que não. As leis e o jeitinho continuarão os mesmos a mudança sera no tamanho da "burra" a ser enchida ou a propina a ser paga. continuar lendo

Existe uma alternativa ainda mais eficiente de acabar com as mortes no trânsito, proibir a venda de carros. Parece ridículo, não? Mas é apenas o extremo da solução adotada.
Imagine atravessar São Paulo pelo Av. Alcantara Machado/Mello Freire, vulgo Radial Leste, a 40km/h? Em horários de pico, isso seria um sonho, mas fora deles isso seria quase institucionalizar o congestionamento, quando você não está parado no trânsito, simule um.
Também tenho oportunidade de viajar bastante para os "países desenvolvidos", mas mesmo lá existe uma "Zona 40" apenas em uma área muito central como o Bairro da Sé, e não em vias arteriais como Ipiranga e 9 de Julho.
Nos países citados também existe uma ampla gama de transporte público disponível e de qualidade, o que não é o caso de SP.
Aproveitando já como forma de contrapor a a atual política de redução de velocidade, o argumento utilizado para a redução de velocidade nas pistas expressas das marginais foi a grande taxa de acidentes com motos, justamente em uma via onde é proibido o trafego de motos. Ou seja, a redução da velocidade é apenas a solução mais fácil, já que a incompetência na fiscalização reina. continuar lendo

Razão total ao Randal.
O Brasil é feito de tributos e multas apenas com fins arrecadatórios e jamais corretivo ou mesmo punitivo, o que manda são as burras do poder (sim, as que guardam dinheiro), se assim não fosse o juiz que processou a agente do trânsito no Rio estaria na cadeia e não posando de "modelito" jurídico como tantos outros.
Devemos nos ater que, "se valem as escritas", o Professor Gomes é a exceção no judiciário brasileiro, pois não o conhecemos por atos.
É fato inegável que se fossem investidos os valores arrecadados só pelas multas aplicadas no Brasil este país seria um verdadeiro campo de asfalto sem espaço para mais nada, seríamos vistos lá de Marte como uma mancha negra com o perfil do país.
É claro que devemos ser responsáveis pelos atos praticados, principalmente no volante de um veículo, mas que não existe o menor interesse real de melhorar a situação caótica do trânsito e não se gerar mais multas por conta disso é coisa que o brasileiro não tem direito nem a sonhar.
Só para fazê-los rir pela morbidez do caso, conto aqui algo que presenciei numa avenida de São Paulo:
Em uma esquina um "daqueles marronzinhos" gesticulava energicamente para os veículos acelerarem para aliviar a pista, na esquina seguinte estava lá um policial do trânsito anotando a chapa de todos que obedeceram o comando do primeiro com um tripé de radar para comprovação do excesso de velocidade. BRASIL É ISSO! continuar lendo